domingo, 20 de abril de 2014

Leia a Bíblia em 1 ano


"Conhecer a Bíblia é muito importante para todos nós, especialmente nos momentos mais difíceis de nossas vidas, pois Deus fala conosco por meio de Sua Palavra."

O Espírito Santo nos conduz, nos orienta, e quando passamos por tribulações, Ele nos faz lembrar do que está escrito na Bíblia, de uma Palavra de Deus que nos conforte. Mas só nos lembraremos se tivermos conhecimento Dela.
Por isso, elaboramos um plano para que você leia a Bíblia em 1 ano. Se você ainda não começou, clique aqui e comece agora, não deixe para amanhã. Você verá o quanto isso transformará a sua vida.
Se você já está nesse propósito, acompanhe a leitura de hoje:
Levítico 14
14.1 Disse o SENHOR a Moisés:
14.2 Esta será a lei do leproso no dia da sua purificação: será levado ao sacerdote;
14.3 este sairá fora do arraial e o examinará. Se a praga da lepra do leproso está curada,
14.4 então, o sacerdote ordenará que se tomem, para aquele que se houver de purificar, duas aves vivas e limpas, e pau de cedro, e estofo carmesim, e hissopo.
14.5 Mandará também o sacerdote que se imole uma ave num vaso de barro, sobre águas correntes.
14.6 Tomará a ave viva, e o pau de cedro, e o estofo carmesim, e o hissopo e os molhará no sangue da ave que foi imolada sobre as águas correntes.
14.7 E, sobre aquele que há de purificar-se da lepra, aspergirá sete vezes; então, o declarará limpo e soltará a ave viva para o campo aberto.
14.8 Aquele que tem de se purificar lavará as vestes, rapará todo o seu pêlo, banhar-se-á com água e será limpo; depois, entrará no arraial, porém ficará fora da sua tenda por sete dias.
14.9 Ao sétimo dia, rapará todo o seu cabelo, a cabeça, a barba e as sobrancelhas; rapará todo pêlo, lavará as suas vestes, banhará o corpo com água e será limpo.
14.10 No oitavo dia, tomará dois cordeiros sem defeito, uma cordeira sem defeito, de um ano, e três dízimas de um efa de flor de farinha, para oferta de manjares, amassada com azeite, e separadamente um sextário de azeite;
14.11 e o sacerdote que faz a purificação apresentará o homem que houver de purificar-se e essas coisas diante do SENHOR, à porta da tenda da congregação;
14.12 tomará um dos cordeiros e o oferecerá por oferta pela culpa e o sextário de azeite; e os moverá por oferta movida perante o SENHOR.
14.13 Então, imolará o cordeiro no lugar em que se imola a oferta pelo pecado e o holocausto, no lugar santo; porque quer a oferta pela culpa como a oferta pelo pecado são para o sacerdote; são coisas santíssimas.
14.14 O sacerdote tomará do sangue da oferta pela culpa e o porá sobre a ponta da orelha direita daquele que tem de purificar-se, e sobre o polegar da sua mão direita, e sobre o polegar do seu pé direito.
14.15 Também tomará do sextário de azeite e o derramará na palma da própria mão esquerda.
14.16 Molhará o dedo direito no azeite que está na mão esquerda e daquele azeite aspergirá, com o dedo, sete vezes perante o SENHOR;
14.17 do restante do azeite que está na mão, o sacerdote porá sobre a ponta da orelha direita daquele que tem de purificar-se, e sobre o polegar da sua mão direita, e sobre o polegar do seu pé direito, em cima do sangue da oferta pela culpa;
14.18 o restante do azeite que está na mão do sacerdote, pô-lo-á sobre a cabeça daquele que tem de purificar-se; assim, o sacerdote fará expiação por ele perante o SENHOR.
14.19 Então, o sacerdote fará a oferta pelo pecado e fará expiação por aquele que tem de purificar-se da sua imundícia. Depois, imolará o holocausto
14.20 e o oferecerá com a oferta de manjares sobre o altar; assim, o sacerdote fará expiação pelo homem, e este será limpo.
14.21 Se for pobre, e as suas posses não lhe permitirem trazer tanto, tomará um cordeiro para oferta pela culpa como oferta movida, para fazer expiação por ele, e a dízima de um efa de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares, e um sextário de azeite,
14.22 duas rolas ou dois pombinhos, segundo as suas posses, dos quais um será para oferta pelo pecado, e o outro, para holocausto.
14.23 Ao oitavo dia da sua purificação, os trará ao sacerdote, à porta da tenda da congregação, perante o SENHOR.
14.24 O sacerdote tomará o cordeiro da oferta pela culpa e o sextário de azeite e os moverá por oferta movida perante o SENHOR.
14.25 Então, o sacerdote imolará o cordeiro da oferta pela culpa, e tomará do sangue da oferta pela culpa, e o porá sobre a ponta da orelha direita daquele que tem de purificar-se, e sobre o polegar da sua mão direita, e sobre o polegar do seu pé direito.
14.26 Derramará do azeite na palma da própria mão esquerda;
14.27 e, com o dedo direito, aspergirá do azeite que está na sua mão esquerda, sete vezes perante o SENHOR;
14.28 porá do azeite que está na sua mão na ponta da orelha direita daquele que tem de purificar-se, e no polegar da sua mão direita, e no polegar do seu pé direito, por cima do sangue da oferta pela culpa;
14.29 o restante do azeite que está na mão do sacerdote porá sobre a cabeça do que tem de purificar-se, para fazer expiação por ele perante o SENHOR.
14.30 Oferecerá uma das rolas ou um dos pombinhos, segundo as suas posses;
14.31 será um para oferta pelo pecado, e o outro, para holocausto, além da oferta de manjares; e, assim, o sacerdote fará expiação por aquele que tem de purificar-se perante o SENHOR.
14.32 Esta é a lei daquele em quem está a praga da lepra, cujas posses não lhe permitem o devido para a sua purificação.
14.33 Disse mais o SENHOR a Moisés e a Arão:
14.34 Quando entrardes na terra de Canaã, que vos darei por possessão, e eu enviar a praga da lepra a alguma casa da terra da vossa possessão,
14.35 o dono da casa fará saber ao sacerdote, dizendo: Parece-me que há como que praga em minha casa.
14.36 O sacerdote ordenará que despejem a casa, antes que venha para examinar a praga, para que não seja contaminado tudo o que está na casa; depois, virá o sacerdote, para examinar a casa,
14.37 e examinará a praga. Se, nas paredes da casa, há manchas esverdinhadas ou avermelhadas e parecem mais fundas que a parede,
14.38 então, o sacerdote sairá da casa e a cerrará por sete dias.
14.39 Ao sétimo dia, voltará o sacerdote e examinará; se vir que a praga se estendeu nas paredes da casa,
14.40 ele ordenará que arranquem as pedras em que estiver a praga e que as lancem fora da cidade num lugar imundo;
14.41 e fará raspar a casa por dentro, ao redor, e o pó que houverem raspado lançarão, fora da cidade, num lugar imundo.
14.42 Depois, tomarão outras pedras e as porão no lugar das primeiras; tomar-se-á outra argamassa e se rebocará a casa.
14.43 Se a praga tornar a brotar na casa, depois de arrancadas as pedras, raspada a casa e de novo rebocada,
14.44 então, o sacerdote entrará e examinará. Se a praga se tiver estendido na casa, há nela lepra maligna; está imunda.
14.45 Derribar-se-á, portanto, a casa, as pedras e a sua madeira, como também todo o reboco da casa; e se levará tudo para fora da cidade, a um lugar imundo.
14.46 Aquele que entrar na casa, enquanto está fechada, será imundo até à tarde.
14.47 Também o que se deitar na casa lavará as suas vestes; e quem nela comer lavará as suas vestes.
14.48 Porém, tornando o sacerdote a entrar, e, examinando, se a praga na casa não se tiver estendido depois que a casa foi rebocada, o sacerdote a declarará limpa, porque a praga está curada.
14.49 Para purificar a casa, tomará duas aves, e pau de cedro, e estofo carmesim, e hissopo,
14.50 imolará uma ave num vaso de barro sobre águas correntes,
14.51 tomará o pau de cedro, e o hissopo, e o estofo carmesim, e a ave viva, e os molhará no sangue da ave imolada e nas águas correntes, e aspergirá a casa sete vezes.
14.52 Assim, purificará aquela casa com o sangue da ave, e com as águas correntes, e com a ave viva, e com o pau de cedro, e com o hissopo, e com o estofo carmesim.
14.53 Então, soltará a ave viva para fora da cidade, para o campo aberto; assim, fará expiação pela casa, e será limpa.
14.54 Esta é a lei de toda sorte de praga de lepra, e de tinha,
14.55 e da lepra das vestes, e das casas,
14.56 e da inchação, e da pústula, e das manchas lustrosas,
14.57 para ensinar quando qualquer coisa é limpa ou imunda. Esta é a lei da lepra.
Salmos 17
17.1 [Oração de Davi] Ouve, SENHOR, a causa justa, atende ao meu clamor, dá ouvidos à minha oração, que procede de lábios não fraudulentos.
17.2 Baixe de tua presença o julgamento a meu respeito; os teus olhos vêem com eqüidade.
17.3 Sondas-me o coração, de noite me visitas, provas-me no fogo e iniqüidade nenhuma encontras em mim; a minha boca não transgride.
17.4 Quanto às ações dos homens, pela palavra dos teus lábios, eu me tenho guardado dos caminhos do violento.
17.5 Os meus passos se afizeram às tuas veredas, os meus pés não resvalaram.
17.6 Eu te invoco, ó Deus, pois tu me respondes; inclina-me os ouvidos e acode às minhas palavras.
17.7 Mostra as maravilhas da tua bondade, ó Salvador dos que à tua destra buscam refúgio dos que se levantam contra eles.
17.8 Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das tuas asas,
17.9 dos perversos que me oprimem, inimigos que me assediam de morte.
17.10 Insensíveis, cerram o coração, falam com lábios insolentes;
17.11 andam agora cercando os nossos passos e fixam em nós os olhos para nos deitar por terra.
17.12 Parecem-se com o leão, ávido por sua presa, ou o leãozinho, que espreita de emboscada.
17.13 Levanta-te, SENHOR, defronta-os, arrasa-os; livra do ímpio a minha alma com a tua espada,
17.14 com a tua mão, SENHOR, dos homens mundanos, cujo quinhão é desta vida e cujo ventre tu enches dos teus tesouros; os quais se fartam de filhos e o que lhes sobra deixam aos seus pequeninos.
17.15 Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a tua semelhança.
Provérbios 28
28.1 Fogem os perversos, sem que ninguém os persiga; mas o justo é intrépido como o leão.
28.2 Por causa da transgressão da terra, mudam-se freqüentemente os príncipes, mas por um, sábio e prudente, se faz estável a sua ordem.
28.3 O homem pobre que oprime os pobres é como chuva que a tudo arrasta e não deixa trigo.
28.4 Os que desamparam a lei louvam o perverso, mas os que guardam a lei se indignam contra ele.
28.5 Os homens maus não entendem o que é justo, mas os que buscam o SENHOR entendem tudo.
28.6 Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o perverso, nos seus caminhos, ainda que seja rico.
28.7 O que guarda a lei é filho prudente, mas o companheiro de libertinos envergonha a seu pai.
28.8 O que aumenta os seus bens com juros e ganância ajunta-os para o que se compadece do pobre.
28.9 O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.
28.10 O que desvia os retos para o mau caminho, ele mesmo cairá na cova que fez, mas os íntegros herdarão o bem.
28.11 O homem rico é sábio aos seus próprios olhos; mas o pobre que é sábio sabe sondá-lo.
28.12 Quando triunfam os justos, há grande festividade; quando, porém, sobem os perversos, os homens se escondem.
28.13 O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.
28.14 Feliz o homem constante no temor de Deus; mas o que endurece o coração cairá no mal.
28.15 Como leão que ruge e urso que ataca, assim é o perverso que domina sobre um povo pobre.
28.16 O príncipe falto de inteligência multiplica as opressões, mas o que aborrece a avareza viverá muitos anos.
28.17 O homem carregado do sangue de outrem fugirá até à cova; ninguém o detenha.
28.18 O que anda em integridade será salvo, mas o perverso em seus caminhos cairá logo.
28.19 O que lavra a sua terra virá a fartar-se de pão, mas o que se ajunta a vadios se fartará de pobreza.
28.20 O homem fiel será cumulado de bênçãos, mas o que se apressa a enriquecer não passará sem castigo.
28.21 Parcialidade não é bom, porque até por um bocado de pão o homem prevaricará.
28.22 Aquele que tem olhos invejosos corre atrás das riquezas, mas não sabe que há de vir sobre ele a penúria.
28.23 O que repreende ao homem achará, depois, mais favor do que aquele que lisonjeia com a língua.
28.24 O que rouba a seu pai ou a sua mãe e diz: Não é pecado, companheiro é do destruidor.
28.25 O cobiçoso levanta contendas, mas o que confia no SENHOR prosperará.
28.26 O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria será salvo.
28.27 O que dá ao pobre não terá falta, mas o que dele esconde os olhos será cumulado de maldições.
28.28 Quando sobem os perversos, os homens se escondem, mas, quando eles perecem, os justos se multiplicam.
O que você aprendeu com a leitura de hoje? 
E não desanime. Continue firme para ler a Bíblia em 1 ano, aqui na Coluna Bíblica.

JERUSALÉM CIDADE DO NOSSO DEUS


Há cidades no mundo atual que são reconhecidas por sua localização estratégica, seu grande tamanho, seu clima e recursos naturais, ou seu potencial e sua capacidade industrial e manufatureira. Jerusalém não tem nenhuma dessas vantagens para recomendá-la. Mas não existe outra cidade no mundo que seja mais conhecida e mais amada por tantas pessoas de nacionalidades e crenças diversas. E, certamente, não existe outra cidade de maior importância para a paz mundial.
Não é necessário discutir que a paz do mundo depende da paz de Jerusalém. Esse incrível fato é reconhecido pelas Nações Unidas, pois o maior esforço é feito por seus membros para encontrar alguma maneira de alcançar uma paz justa e duradoura entre árabes e judeus na Palestina – e um progresso significativo foi aparentemente feito. Até hoje, no entanto, a questão de Jerusalém ainda pende na balança e será o fator decisivo. Jerusalém é, na realidade, única entre as cidades mundiais tanto em relação à sua história como ao seu impacto presente e futuro no resto do mundo.
Única? Sim, sem dúvida essa cidade desgastada pelo tempo se mantém solitária, numa categoria própria. Ao contrário de qualquer outro lugar na terra, Jerusalém sozinha é isolada e seu papel notável no destino mundial (muito evidente hoje) está expresso claramente através da Bíblia tanto nos registros históricos como nas afirmações proféticas. As citações proféticas neste artigo são poucas entre as 811 vezes que Jerusalém é mencionada nas Escrituras.

UMA EXPLICAÇÃO ABSURDA?

Essa miríade de referências oferece uma explicação aparentemente absurda para a posição surpreendente de Jerusalém no cenário mundial de hoje, uma posição que jamais poderia ser de qualquer outra cidade e que até a maioria dos atuais habitantes de Jerusalém não acredita pertencer a ela. Como é que aquela que deveria ser apenas mais uma cidade aparentemente comum (ou até mesmo obscura) do Oriente Médio poderia alcançar tal posição? Se palavras têm algum significado, os profetas bíblicos declaram inequivocamente e com voz ressoante, século após século, que Jerusalém é “a cidade de nosso Deus”, escolhida por Ele para desempenhar um papel especial no destino humano. Desafiamos o leitor a encontrar qualquer outra justificativa para a singularidade de Jerusalém.
Tal afirmação é geralmente rejeitada de modo sumário hoje em dia, e por várias razões. Existem aqueles que desconsideram qualquer crença em Deus e que ridicularizam a Bíblia como sendo uma coleção de mitos. Quão irônico que uma alta porcentagem dos habitantes daquela que a Bíblia designa como “a cidade do nosso Deus” aleguem ser ateus! Como tais, porém, eles não podem negar o papel extraordinário de Jerusalém nos assuntos mundiais nem podem apresentar uma teoria para explicá-la.
Outras pessoas, enquanto alegam algum interesse religioso e tolerância, são todavia cautelosas em levar a Bíblia “muito ao pé da letra”. E até mesmo os literalistas, às vezes, discordam entre si a respeito do que as passagens proféticas da Bíblia realmente significam. Para aumentar a confusão, um grande número de evangélicos está aceitando a antiga opinião católica de que a Igreja substituiu os judeus como povo de Deus. O Estado de Israel é, portanto, visto por muitos como uma criação ilegítima de um sionismo mal direcionado e irritantemente zeloso que teve sorte no momento exato na história.
A maioria dos judeus de hoje considera a existência de Israel como resultado de sorte fortuita combinada com sangue, suor, e lágrimas ao invés do cumprimento de profecia (na qual quase ninguém mais acredita). Para os árabes, é claro, a sugestão de que Deus prometera a Palestina aos judeus e está agora cumprindo essa promessa é absurda. Para os muçulmanos fundamentalistas isso é blasfêmia. Apesar das palavras Palestina e Canaã não aparecerem no Corão, o Islã ensina que essa terra não pertence aos judeus, mas aos árabes. Por isso a própria existência de Israel e, acima de tudo, o seu controle sobre Jerusalém são insultos intoleráveis ao Islã. Somente com a expulsão dos judeus da Palestina é que a honra árabe pode ser restaurada.

Apesar dos árduos esforços militares dos árabes, utilizando a superioridade numérica impressionante de força humana e de máquinas, e contando com o apoio da ex-União Soviética, a pequena nação de Israel não só sobreviveu, mas na verdade tem se tornado cada vez mais forte.
Porém, apesar dos árduos esforços militares dos árabes, utilizando a superioridade numérica impressionante de força humana e de máquinas, e contando com o apoio da ex-União Soviética, a pequena nação de Israel não só sobreviveu, mas na verdade tem se tornado cada vez mais forte. A superioridade da máquina bélica israelita é um fato fascinante e bem estabelecido que acabou forçando os árabes a negociar. E não importa a objeção que os céticos façam, o fato de que (precisamente como a Bíblia previu) a paz do mundo inteiro está ligada ao futuro de Jerusalém não pode ser negado. Tampouco existe uma explicação razoável ou uma refutação lógica dessa situação realmente inconcebível.

UM RACIONALISMO RELIGIOSO?

Alguns céticos têm proposto, como uma justificação puramente racional, a atração espiritual irresistível que essa “Cidade Santa” exerce sobre metade da população mundial. Ela é venerada por cerca de 1 bilhão de muçulmanos, 1 bilhão de católicos romanos, 400 milhões de devotos ortodoxos, e 400 milhões de protestantes. Mas o fato em si apenas cria mais dúvidas e aprofunda o mistério do caráter surpreendente de Jerusalém.
Por exemplo, Jerusalém não é mencionada sequer uma vez no Corão – uma omissão um tanto gritante se ela é mesmo tão sagrada para o Islã como os muçulmanos de hoje crêem. Houve até mesmo uma tentativa frustrada no início do Islã (por razões comerciais) de fazê-la o centro da adoração muçulmana, mas essa tentativa foi rapidamente rejeitada pelo mundo muçulmano. O historiador Will Durant escreve:
Em 684, quando o rebelde Abdullah ibn Zobeir controlou Meca e recebeu os impostos de seus peregrinos, Abd-al-Malik, ansioso por atrair um pouco dessa renda sagrada, decretou que a partir de então essa rocha [onde Abraão havia oferecido Isaque e o templo havia se situado em Jerusalém] deveria substituir a Caaba [em Meca] como o objeto da peregrinação sagrada. Sobre aquela rocha histórica seus artesãos ergueram [em 691] no estilo sírio-bizantino o famoso “Domo da Rocha”, que logo passou a ocupar o terceiro lugar entre as “quatro maravilhas do mundo muçulmano...”
O plano de Abd-al-Malik de fazer esse monumento substituir a Caaba fracassou; se tivesse tido sucesso, Jerusalém teria sido o centro de todas as três religiões que competiram pela alma do homem medieval. Mas Jerusalém não era nem a capital da província da Palestina [sob os árabes]...1
Durante os séculos em que Jerusalém esteve sob completo controle árabe, nenhum governador árabe ou líder islâmico jamais a fez o objeto da peregrinação religiosa – novamente uma estranha indiferença pela cidade que agora é considerada o terceiro local religioso mais sagrado no Islã, depois de Meca e Medina. Nós somos confrontados com uma questão óbvia: como e por que o status de Jerusalém mudou tão dramaticamente nos tempos modernos? O fato da enorme rocha achatada dentro do Domo ter sido o local do sacrifício de Isaque por Abraão e também do Templo não foi o suficiente para mover a alma muçulmana. Ela tinha que ser o cenário de um mito associado com Maomé para estimular tal sentimento.

UMA INCOERÊNCIA MUÇULMANA

A importância de Jerusalém na concepção popular dos muçulmanos de hoje é derivada da crença de que dentro do Domo na Rocha fica o local sagrado de onde Maomé supostamente subiu ao céu. Essa tradição, no entanto, apesar de agora estar firmemente estabelecida na mente muçulmana, é de origem recente. Ela é, na verdade, uma fantasia inventada pelo tio de Yasser Arafat, Haj Amin el-Husseini, antigo Grão-Mufti de Jerusalém. Ele promoveu esse mito nas décadas de 1920 e 1930 para incitar o sentimento árabe contra a crescente presença judaica em Jerusalém e para justificar a localização do Domo da Rocha no local do Templo.

A importância de Jerusalém na concepção popular dos muçulmanos de hoje é derivada da crença de que dentro do Domo na Rocha fica o local sagrado de onde Maomé supostamente subiu ao céu. Essa tradição, no entanto, apesar de agora estar firmemente estabelecida na mente muçulmana, é de origem recente.
É evidente que tal idéia não era a verdadeira razão para a construção desse monumento ao Islã por Abd-al-Malik em 691, pelo fato de que o único verso do Corão (Sura 17:1) que faz alusão a esse suposto evento, como é afirmado agora, não é encontrado entre os versos do Corão que estão inscritos dentro do Domo. A ausência dessa passagem-chave do Corão explica tudo. Obviamente a interpretação agora dada a esse verso era desconhecida antigamente, e com boa razão. O fato é que qualquer leitura normal do verso, utilizando o significado normal das palavras, é incapaz de sugerir a tradição de Maomé ter visitado aquele local e de lá ter sido levado para o céu. O Corão não diz nada disso, mas sua simples afirmação foi distorcida e se tornou uma tradição islâmica atualmente aceita. Aqui está o verso:
Glorificado seja Ele que carregou Seu servo à noite do Inviolável Lugar de Adoração para o Lugar Distante [al-Aqsa] de Adoração, cuja vizinhança Nós abençoamos, para que Nós apresentemos a ele Nossas ofertas! Eis que Ele, e só Ele, é Quem ouve, e Quem vê.
O comentário que o acompanha diz que o “Inviolável Lugar de Adoração” é Meca e que o “Lugar Distante de Adoração” é Jerusalém. O primeiro é, com certeza, verdade, porque Meca desfrutou dessa posição desde o princípio. O outro, porém, não tem fundamento porque Jerusalém nunca havia sido cenário de adoração islâmica até essa época, nem o seria pelos próximos séculos. Como já notamos, Jerusalém não é mencionada pelo nome no Corão, nem nesse verso nem em qualquer outro lugar. Então, como poderia ser um lugar de oração para o muçulmano que nunca foi direcionado a ela?
Obviamente, o magnífico Domo na Rocha foi erguido naquele local em particular não somente numa tentativa de Abd-al-Malik de obter recursos potencialmente vastos dos peregrinos, mas também para impedir que os judeus algum dia reconstruíssem o Templo. Sem dúvida pensou-se que, sem aquela estrutura sagrada, os judeus não teriam razão para se reunirem novamente em Jerusalém. Assim, há mais de um milênio, estava pronto o cenário para um conflito futuro que hoje ameaça a todos nós com uma Terceira Guerra Mundial – uma guerra por causa de Jerusalém, uma guerra da qual a Terra provavelmente jamais se recuperará.

INTERNACIONALIZAÇÃO DE JERUSALÉM

O fato de Jerusalém ser singular é atestado ainda mais porque a maioria das nações do mundo de hoje quer que ela esteja sob controle internacional. O Vaticano até exigiu a internacionalização de Jerusalém durante o debate da ONU em 1947 a respeito da divisão da Palestina. Nenhum desejo semelhante é expresso ou sequer faz sentido para outras cidades, então por que seria imposto a Jerusalém? Isso não é razoável e não tem precedente. No entanto, até agora as nações do mundo concordam entre si que Jerusalém não pode ser a capital de Israel, apesar de Israel ter designado e situado seu Knesset (Parlamento) ali em 1980. O resto do mundo já ditou a uma nação onde ela poderia ou não estabelecer sua capital? Então, por que o fazem a Israel? Certamente governos seculares não crêem no que a Bíblia diz sobre Jerusalém, então porque eles consideram essa pequena e isolada cidade do Oriente Médio tão especial?
Para termos uma comparação, considere o caso da Alemanha Oriental. Quando aquele país derrotado, desafiando o acordo de Potsdam, designou Berlim Oriental como sua capital, as nações consentiram imediatamente sem qualquer murmúrio de protesto. Não com Jerusalém. Não há nenhum acordo internacional que dê a outras nações qualquer controle de Jerusalém. Porém ela é tratada como se pertencesse não a Israel, mas ao resto do mundo.
Na verdade, as maiores potências do mundo, no que aparentemente é um acordo não-escrito entre elas, determinaram que um dia Jerusalém será um centro mundial de “paz” sob controle internacional. Não é coincidência que o Vaticano teve um papel principal nesse programa e recentemente alcançou o favor de Israel para buscar esse estranho propósito. O fato de Jerusalém ser a chave da paz mundial é óbvio demais para ser discutido. Mas o fato de que Jerusalém, dentre todas as cidades do mundo, desempenhe tal papel não faz sentido, a não ser que se aceite o que a Bíblia diz sobre ela.

Como outras nações, os Estados Unidos, apesar de terem apoiado Israel, no entanto colocaram sua embaixada não em Jerusalém mas em Tel Aviv, ao contrário dos desejos de Israel.
Como outras nações, os Estados Unidos, apesar de terem apoiado Israel, no entanto colocaram sua embaixada não em Jerusalém mas em Tel Aviv, ao contrário dos desejos de Israel. Até a mídia mundial acompanha essa negação aberta a Israel de dirigir seus próprios assuntos. Por exemplo, de maneira arbitrária e desafiando a lógica, a BBC e outras emissoras européias de rádio e televisão habitualmente se referem a Tel Aviv como a capital de Israel, uma distorção inexplicável dos fatos que persiste como uma espécie de conspiração mundial gigante. Num recente programa de perguntas na televisão alemã, Tel Aviv foi considerada a resposta correta para a pergunta sobre a localização da capital de Israel. Quão frustrante para Israel que a capital que escolheu não seja considerada como tal pelo resto do mundo!
Só se pode perguntar novamente: “Por que esse tratamento sem precedentes para Jerusalém?” O que a faz tão especial? Por que ela tem tanta importância para todas as nações? Só a Bíblia oferece uma explicação razoável. Se a resposta bíblica para essa questão é rejeitada, então nenhuma outra resposta racional pode ser encontrada. Sua significância religiosa, como já vimos, não é suficiente para explicar completamente a singularidade de Jerusalém, uma singularidade que tem significância totalmente irracional para as potências seculares mundiais. Por que um mundo que não crê nas promessas da Bíblia a respeito de Jerusalém, mesmo assim trata essa cidade como se o que a Bíblia diz é verdade?

UMA TRAIÇÃO NOS BASTIDORES?

Surpreendentemente, os líderes de Israel estavam envolvidos numa considerável intriga de bastidores para concretizar o controle internacional – negociações que equivaliam a uma traição à sua nação. De acordo com o boletim de inteligência Inside Israel, o ex-ministro do Exterior, Shimon Peres, enviou uma carta para Yasser Arafat em outubro de 1993, “comprometendo Israel a respeitar instituições governamentais da OLP em Jerusalém.” Após Peres ter negado a existência da carta, finalmente foi admitido que ela fora enviada. Essa confissão relutante foi seguida por uma revelação ainda mais perturbadora. Mark Halter, um amigo chegado de Peres, “disse ao semanário israelense Shishi que em maio [de 1994] ele entregou uma carta de Peres ao papa que descrevia os planos do então ministro do Exterior em relação a Jerusalém. De acordo com Halter, ‘Peres ofereceu entregar o governo da Cidade Antiga de Jerusalém ao Vaticano’.”
De acordo com o plano secreto (e para a maioria dos israelenses, inimaginável), a cidade teria tanto um prefeito israelense como um palestino, ambos sob a autoridade do Vaticano. O Vaticano deixou claro que considera os locais religiosos em Jerusalém sagrados demais para estarem sob o controle de autoridades locais. Ele quer carregar sobre seus próprios ombros essa responsabilidade e, aparentemente, Peres estava disposto a permitir isso. Num acordo aparente com o Vaticano, os “líderes da comunidade cristã” em Jerusalém entregaram ao governo israelense no final de 1994 um documento não-publicado que também aclamava a internacionalização de Jerusalém.2 Numa tentativa aparente de assegurar a todos os lados que trataria do assunto imparcialmente, o Papa João Paulo II declarou numa entrevista exclusiva para a revista Parade no começo de 1994:
Nós acreditamos que, com a aproximação do ano 2000, Jerusalém se tornará a cidade de paz para todo o mundo e que todas as pessoas poderão se reunir ali, principalmente os fiéis das religiões que encontram sua herança na fé de Abraão [obviamente incluindo os muçulmanos].3

Como outras nações, os Estados Unidos, apesar de terem apoiado Israel, no entanto colocaram sua embaixada não em Jerusalém mas em Tel Aviv, ao contrário dos desejos de Israel.
Outras revelações confidenciais indicam que Jerusalém deveria tornar-se o “segundo Vaticano do mundo”, com todas as três religiões principais operando ali, como o Papa insinuou, sob a autoridade de Roma. Um Estado palestino surgiria em aliança com a Jordânia, com sua capital religiosa em Jerusalém, mas tendo sua capital administrativa em outro lugar, possivelmente Nablus. O Ministério de Relações Exteriores de Israel justificou essa aparente traição prometendo que os novos laços de Israel com o mundo católico iriam levar ao comércio, turismo, e prosperidade e que um governo católico de Jerusalém daria uma mão forte para a rápida solução de futuras disputas entre judeus e árabes. Um pronunciamento vindo da Jordânia no final de 1994 pareceu confirmar o que foi declarado acima:
A Jordânia renunciou na semana passada às suas ligações religiosas com a Judéia, Samaria e Gaza, mas reteve suas reivindicações religiosas com respeito a Jerusalém... Relações entre a Jordânia e a Autoridade Nacional Palestina (AP) se desgastaram após a assinatura de uma declaração jordaniano-israelense em 25 de julho, na qual Israel reconhecia um papel especial da Jordânia quanto aos locais muçulmanos de Jerusalém...
Em Jericó, o ministro de Relações Islâmicas da AP recebeu com prazer a decisão da Jordânia de cortar suas relações religiosas com os territórios.4
Na Conferência de Cúpula de Washington que se seguiu, o [entrementes falecido] rei Hussein da Jordânia, esperando defender o seu direito ao controle jordaniano dos locais sagrados de Jerusalém, declarou que “só Deus tem o direito de decidir quem será dono do Monte do Templo e de Jerusalém.” Como um comentarista judeu afirmou, no entanto, “Ele está certo, é claro. Mas a questão então se torna, Deus de quem? Pois... o Alá de Hussein não menciona Jerusalém nem uma vez no Corão, enquanto a Bíblia hebraica e o Novo Testamento se referem ambos à cidade mais de 800 vezes. O Deus de Israel já exerceu Seu direito de decidir. E Ele deu Jerusalém aos judeus como sua herança eterna... [um fato que] desafia a insidiosa teologia ‘interconfessional’ que iguala Deus ao Alá do Islã.”5
O mesmo escritor, ao comentar um livro recente de Eliyahu Tal intitulado Whose Jerusalem?(Jerusalém de Quem?), acusa os “possíveis redivididores” de Jerusalém de terem “a intenção de arrancar o próprio coração da alma judia.” Sua resenha apresenta a essência de um livro convincente:
Tal fala sem rodeios. E para aqueles que ainda escolhem legitimidade histórica ao invés das reivindicações dos xiitas iranianos, árabes palestinos, hachemitas, marroquinos e árabes sauditas, inspiradas pelo Islã, e ‘lubrificadas’ com petróleo, a informação reunida em Whose Jerusalem? oferece uma base sólida com a qual rebater os apelos cada vez maiores para a redivisão de Jerusalém, ou sua rejeição como a capital exclusiva do Estado judeu...
Apenas os judeus viveram e morreram por séculos na esperança de serem fisicamente restaurados a esta cidade. Só quando um rei judeu reinava aqui é que a Shechinah (glória de Deus) brilhava visivelmente em Jerusalém, e, portanto, foi somente para os judeus que a própria cidade tem sido santa por todos esses anos.”6

A SINCERIDADE AMEAÇADORA DE ARAFAT

Jerusalém parece ter uma importância singular, também, no programa de Deus dos eventos dos últimos dias. Jesus declarou: “Até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles” (Lucas 21.24). Será que a tomada de Jerusalém pelos judeus em 1967 marcou o fim da era gentílica e trouxe Israel de volta ao centro do palco no programa de Deus? Se assim for, Jerusalém deve continuar em mãos judias até Armagedom. Isso não significa, porém, que a batalha pelo controle de Jerusalém terminou. Na verdade, sem dúvida, ela se intensificará à medida que a revelação do Anticristo se aproxima.
Essa batalha certamente já está esquentando. No começo de 1994, num discurso numa mesquita de Johannesburgo, Yasser Arafat pediu a jihad (guerra santa) contínua por parte dos árabes para retomar Jerusalém. Quando o conteúdo de seu discurso, obviamente direcionado apenas aos ouvidos árabes, tornou-se de conhecimento público, criou um distúrbio compreensível no ambiente governamental israelense. Arafat tentou disfarçar sua afirmação dizendo que jihad também significa um confronto pacífico.
Não existe, no entanto, tal conceito no Corão; e “confronto pacífico” certamente não foi nem ensinado nem praticado por Maomé. Na verdade, outra afirmação naquele discurso de Arafat não deixa nenhuma dúvida da sua intenção: “Esse acordo [entre a OLP e Israel], eu não o considero mais que o acordo que foi assinado entre nosso Profeta Maomé e os Quraish.” Essa referência foi ameaçadora.
Os Quraish, a própria tribo de Maomé, controlava Meca mas não com poder suficiente para aguentar a crescente força militar de Maomé. Então seu povo assinou um tratado de paz com Maomé, que, por pretexto, o Profeta quebrou dois anos mais tarde, matando os líderes dos Quraish e conquistando Meca. Assim, Arafat estava dizendo que o acordo da OLP com Israel é apenas um passo na declarada conquista de Israel, a ser quebrado bem facilmente e, com a consciência bem tranqüila, na medida em que o próprio Maomé deu o exemplo de traição justificável. O analista israelense Moshe Zak escreveu:
Não foram mentiras ou estupidez que caracterizaram as afirmações de Arafat em Johannesburgo, mas uma estupenda sinceridade. Suas declarações diretas e claras lembravam Mein Kampf (Minha Luta), no qual o autor [Hitler] foi direto a respeito de seus planos, de tal forma que seus adversários não o levaram a sério. Todos nós sabemos agora que ao se tornar realidade o programa satânico de Hitler já era muito tarde para pará-lo.
Arafat não deixou escapar segredos em Johannesburgo: ele aproveitou sua convocação para uma jihad e citou o acordo de Maomé com a tribo Quraish para testar a sua tese de que Israel iria engolir isso também.
O líder da OLP tinha certeza de que os protestos israelenses fortaleceriam sua posição entre seu próprio povo – pois ele jamais poderá dar a impressão de estar cooperando com Israel contra o Hamas e o Jihad Islâmico [dois importantes grupos terroristas]. Sua retórica sobre uma guerra santa para libertar Jerusalém foi criada para remover toda suspeita de tal cooperação...
Seja qual for a interpretação das afirmações de Arafat, uma coisa é certa: as massas palestinas entendem sua mensagem sobre uma guerra santa para libertar Jerusalém.7
Não se engane: O mundo terá guerra ou paz dependendo do que acontecer na “cidade de nosso Deus.” Na verdade, nós sabemos o que acontecerá ali porque a Bíblia profetizou isso com muitos detalhes. Vamos nos referir a essas profecias nas próximas páginas.

GOSTANDO OU NÃO


Será mera coincidência que Jerusalém, a chave atual da paz mundial, foi originalmente chamada Salem, que significa “paz”?
Será mera coincidência que Jerusalém, a chave atual da paz mundial, foi originalmente chamada Salem, que significa “paz”? Ela foi governada naqueles antigos dias por uma das figuras mais enigmáticas na história: Melquisedeque, rei de Salem. Ele aparece subitamente do nada nas páginas das Escrituras, depois desaparece. Esse era território pagão, mas Melquisedeque era “o[não um] sacerdote do Deus Altíssimo” (Gênesis 14.18; cf. Hebreus 7.1). Abraão, conhecido como “o amigo de Deus”, admirava Melquisedeque como alguém maior que ele mesmo, honrou-o com uma oferta, e aceitou sua bênção (Gênesis 14.19,20; Hebreus 7.1,2).
Conversando com Deus, Salomão chamou Jerusalém de “a cidade que tu escolheste...” (1 Reis 8.44). Jerusalém, com o seu destino profético pronto para atingir força total, apresenta uma mensagem clara para o mundo: a humanidade não é o produto do acaso e de forças evolucionárias cegas. Nada no universo, nem a própria energia nem as míriades de formas em que se manifesta, pode ser explicado pelo acaso. Claramente as leis da física e química não iniciaram seu controle organizado sobre a matéria mas foram criadas por um Legislador; e tão obviamente quanto isso, o átomo e a célula viva, com sua organização e função incompreensíveis, só poderiam ter sido criados e concretizados por um Criador infinito. Em concordância com o universo que a cerca, Jerusalém declara ao mundo que a humanidade tem um lugar especial na criação de Deus e que um destino glorioso espera aqueles que reconhecerem e obedecerem ao Deus de Israel que escolheu Jerusalém como Sua cidade.
Se alguém gosta das implicações ou não, permanece o fato de que o papel, racionalmente inexplicável, desempenhado por Jerusalém foi profetizado na Bíblia milhares de anos atrás. E se alguém gosta das implicações ou não, permanece também o fato de que essas profecias bíblicas oferecem a única explicação racional para o lugar singular de Jerusalém no cenário mundial de hoje. Os fatos permanecem por si sós, e não podem ser refutados apesar de muitos israelenses e sionistas rejeitarem seu sabor milagroso.
Sem a Bíblia não é possível fazer sentido da história humana. Nós nos deparamos com apenas duas escolhas: ou a humanidade é simplesmente um acidente, que aconteceu em um dos bilhões de planetas (e se aqui, talvez em outros espalhados pelo cosmo), ou fomos criados por Deus para Seus próprios propósitos. É só o Deus da Bíblia que dá propósito e significado à Sua criação, e Ele decretou que Israel terá um papel importante em Seu plano.
Jerusalém! Ela é diferente de qualquer outra cidade na terra. Ela fica no centro da história e no próprio coração dos propósitos de Deus para este planeta e todos os seus habitantes. Essa é a “Cidade de Deus”, onde Deus escolheu colocar Seu nome e para a qual Ele dará a última palavra. Quer goste ou não, o mundo inteiro não pode escapar das implicações dessa escolha. (Dave Hunt -http://www.chamada.com.br)
Dave Hunt (1926-2013). Devido a suas profundas pesquisas e sua experiência em áreas como profecias, misticismo oriental, fenômenos psíquicos, seitas e ocultismo, realizou muitas conferências nos EUA e em outros países. Também foi entrevistado freqüentemente no rádio e na televisão. Começou a escrever em tempo integral após trabalhar por 20 anos como consultor em Administração e na direção de várias empresas. Dave Hunt escreveu mais de 20 livros, que foram traduzidos para dezenas de idiomas, com impressão total acima dos 4.000.000 de exemplares.

domingo, 13 de abril de 2014

Bread of Life Foursquare Church Meets Needs of People

Bread of Life workers
Bread of Life workers share food with those in need.
Bread of Life Foursquare Gospel Church has had a continuous community presence since 1995. Located at 5179 West Washington Boulevard in Los Angeles, the church meets spiritual needs during worship services on Wednesdays and Sundays at 12:30 p.m., and addresses physical necessities by distributing food, clothing, toiletries and other items following each service.
“We believe in meeting the needs of people who come to our door,” said Pastor Nancy Eskijian, who founded Bread of Life with Pastor Ellen Wohl.
Their approach is guided by John 6:35 where Jesus says, “I am the bread of life.  He that comes to me shall never hunger.” 
“We are the lead pastors, but we also have a Spanish speaking pastor, and an English and Spanish speaking ministry team as Bread of Life is a blended congregation, predominately African-American and Latino,” explained Pastor Eskijian.
“We have an emphasis on inner healing and deliverance, and believing that all lives have purpose and a mission and destiny in God.  We believe in empowering believers with the gifts and callings God has given them,” she said.
The Bread of Life ministry, which also helps with the food bank at the Imperial Courts Housing Project, distributes groceries to more than 4,500 people per month between the two operations. Soon, the church plans to assist the food bank at Jordan Downs Project in Watts with distributions every other Friday.
“Last year, we reached over 35,000 people in food distribution, more than half of whom are children. These are our neighbors, the people we see every day,” noted Pastor Eskijian.
“We also give out hot meals, serve seniors and the homeless. Food is a healing force for the community.
“The church serves lunch after our Wednesday services to perhaps 250-300 people per month.  Our downtown outreach serves nearly 300-400 people. We have a team of dedicated workers to provide these services.”
Pastor Eskijian observed, “Many of Bread of Life’s members are working and stable; nevertheless, we will never abandon this necessary outreach to those in need. God’s work through Bread of Life provides extensive opportunities to pray for, counsel and assist communities with serious life challenges. Ministry is the main priority.”
For information, call (323) 939-4716.




volunteers pack groceries for distribution.
Volunteers pack groceries for distribution.

sábado, 12 de abril de 2014

SBB realiza sétima edição do Seminário sobre Dependência Química em Barueri

A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) promoverá no dia 24 de maio, no Centro de Eventos de Barueri (SP) / Museu da Bíblia, o 7º Seminário sobre Dependência Química, com o tema “Os desafios da Reinserção Social”. A programação conta com palestras e discussões sobre as dificuldades enfrentadas pelos dependentes químicos para se reintegrarem na sociedade e e a contribuição da Bíblia Sagrada no processo de recuperação. O evento contará com as participações especiais de Maurício Landre, especialista em dependência química e a Trupe Rodapé, grupo teatral formado por atores cadeirantes.

Contando com o apoio da Prefeitura Municipal de Barueri e do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas (COMAD) de Barueri, o seminário é direcionado a administradores de comunidades terapêuticas, organizações de prevenção e tratamento da dependência química, profissionais da área e pessoas interessadas no tema, incluindo os próprios dependentes químicos e seus familiares.

A iniciativa é do programa A Bíblia na Recuperação da Dependência Química, que tem como objetivo estimular o debate sobre a problemática das drogas e o papel da Bíblia neste contexto. O programa atua, ainda, no auxílio social e espiritual do dependente químico e de seus familiares e oferece metodologia de capacitação e suporte às pessoas que trabalham com este público para melhor atendê-los.
Programação

8h – Café da manhã e credenciamento
9h – O papel da Bíblia na recuperação da Dependência Química, com Erní Seibert, secretário de Comunicação e Ação Social da SBB 
10h – Apresentação cultural, com a Trupe Rodapé 
10h15 – Apresentação das Comunidades Terapêuticas em Rede (Comter) 
10h45 – Depoimentos de superação 
11h – “Os desafios da Reinserção Social”, com Maurício Landre, especialista em dependência química 
12h00 – Encerramento Serviço 

7º Seminário sobre Dependência Química 
Data: 24/5/2014 
Horário: das 8h às 12h 
Local: Centro de Eventos de Barueri/Museu da Bíblia
Endereço: Av. Pastor Sebastião Davino dos Reis, 672 – Vila Porto Barueri/SP 
Confirmação de presença e informações: (11) 3474-5733 / (11) 3474-5842 / 0800 727 8888

domingo, 6 de abril de 2014

"Y EL VIVE" IMPACTO EVANGELÍSTICO DE PÁSCOA 18 A 20 DE ABRIL


Aproveite o feriado da Páscoa e participe do "Impacto de Missões", na Base do Paraguai.

Base Mundial de Missões do Paraguai


Localizada na Cidade do Leste, que é conhecida por seu comércio e pobreza da população.
Essa cidade também é estratégica por sua localização: a tríplice fronteira (Paraguai, Argentina e Brasil) faz com que ela seja ponto de encontro de pessoas de toda a América Latina, proporcionando um ambiente transcultural. Os treinamentos acontecem sempre nos meses de janeiro e julho, com duração de 15 dias aliando teoria à prática oferece aos alunos uma ampliação da visão missionária, capacitando para o evangelismo e experiência transcultural.
Faça já sua inscrição: baseparaguai@sgmbrasil.com.br 

sexta-feira, 28 de março de 2014

Descoberta tatuagem do arcanjo Miguel em múmia com 1300 anos

O cadáver bem preservado foi descoberto durante uma escavação arqueológica nas margens do Rio Nilo.


Descoberta tatuagem do arcanjo Miguel em múmia com 1300 anos
Descoberta tatuagem cristã em múmia com 1300 anos

Pesquisadores do Museu Britânico divulgaram uma descoberta intrigante na múmia de uma mulher egípcia que viveu por volta do ano 700. Após ser escaneada, revelou que tinha uma tatuagem na coxa com o nome do anjo Miguel, mencionado na Bíblia.
O anúncio foi feito esta semana, durante a apresentação de um projeto de pesquisa que usou tomografia computadorizada para examinar múmias egípcias em estudo sobre doenças.
O corpo da mulher estava enrolada em panos de linho e lã e seus restos mortais foram mumificados no calor do deserto. Segundo os curadores, a tatuagem em sua coxa, escrito em grego antigo, diz Μιχαήλ, transliterado como MIXAHA, ou Miguel.
Os estudiosos apontam que a tatuagem era um símbolo usado para a proteção religiosa. O que está intrigando os especialistas é o que isso significava naquele contexto. Maureen Tilley, professor de teologia na Universidade de Fordham em Nova York, acredita que não é nada de mais, pois “havia uma considerável população cristã no Egito no ano 700, possivelmente eram a maioria da população”.
Contudo, “colocar o nome na parte interna da coxa, como acontece com esta múmia, pode ter um significado que desconhecemos, relacionados a esperanças de proteção contra abuso sexual ou para um bom parto. A mensagem seria: “Este corpo é reivindicado e protegido… Miguel seria uma escolha óbvia, pois seria o mais poderoso dos anjos”.
Photograph of the tattoo found on the mummified remains of a Sudanese woman.
O professor de biologia da Universidade Villanova, Michael Zimmerman, que também utiliza tecnologias avançadas para estudar múmias egípcias, disse que este tipo de achado é “notável” e que não há registros de tatuagem em outras múmias.
John Taylor, curador principal do departamento de Egito antigo do Museu Britânico disse que o corpo da mulher tatuada, que tinha entre 20 e 35 anos, pode trazer novas informações sobre como vivia a comunidade cristã cerca de 1.300 anos atrás.  
Com informações Fox News.

Fatos Sobre o Pecado


Ao procurar a libertação do poder do pecado que habita em nós, há algumas verdades que podem ser especialmente úteis. Vamos considerá-las.

AS DUAS NATUREZAS

Devemos lembrar que existem duas naturezas em cada cristão (Rm 7.14-25). Uma é a velha natureza maligna e corrupta que nasce com ele. A outra é a nova natureza pura e santa que ele recebe na sua conversão. Podemos chamá-las a natureza de Adão e a natureza de Cristo. Um cristão explicou isso da seguinte forma: “O pecado foi retirado do meu coração, mas ainda imito o meu bisavô” (isto é: a velha natureza).
A velha natureza é completamente má. A experiência de Paulo também é a nossa. Ele disse:“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum” (Rm 7.18a). Portanto, nunca devemos procurar uma tendência boa na nossa velha natureza, e nunca devemos ficar desapontados ou surpreendidos quando não encontramos essa tendência boa. Ela não só é completamente má, é incuravelmente má! Depois de uma vida inteira tentando ser correta, ela não ficará melhor do que era quando essa vida começou. De fato Deus não tem interesse em melhorar a velha natureza. Ele condenou-a na cruz do Calvário, e quer que nos mantenhamos alheios a todas as tentativas que ela faz para controlar as nossas vidas.
Paulo igualou a velha natureza a um cadáver amarrado às suas costas. (É claro que o corpo estava se decompondo e cheirava mal.) Tinha que transportá-lo onde quer que fosse, o que o fazia gritar de angústia: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?”(Rm 7.24)
A nova natureza é a vida de Cristo e por isso mesmo é totalmente boa, tendo capacidade para fazer somente o bem. É pura, nobre, justa, cheia de amor e verdadeira. Todos os seus pensamentos, desejos, motivos e ações são semelhantes a Cristo.
Não é de se admirar que duas naturezas tão opostas estejam sempre em constante conflito. (Seria quase impossível coexistirem pacificamente, não é?) Esse conflito tem início na conversão, quando o novo crente experimenta uma tensão interior que nunca experimentara antes. A velha natureza procura abatê-lo, mantê-lo em baixo, tal como a lei da gravidade, mas a nova natureza quer elevá-lo às maiores alturas da santidade.
A guerra é tão intensa que ele é por vezes levado a duvidar da sua salvação. Mas não deve duvidar. O próprio fato de experimentar este conflito, mostra que é possuidor da salvação. Se não tivesse duas naturezas nunca o experimentaria.
Este conflito tem sido comparado à experiência de Rebeca quando sentiu os gêmeos a lutarem dentro do seu ventre e gritou: “Por que sou eu assim?” O que aconteceu a Rebeca acontece nos corações de todos os verdadeiros Filhos de Deus, que procuram viver com Ele.
Quando ficamos conscientes da presença do Espírito, o traidor que habita em nós também se manifesta. O cristão novo tem vontade de gritar: “Porque eu sou assim?”
Quando ficamos conscientes da presença do Espírito, o traidor que habita em nós também se manifesta. O cristão novo tem vontade de gritar: “Porque eu sou assim?” O irmão mais velho, a carne, quer fazer tudo a seu modo. O irmão mais novo, o Espírito, é calmo e sossegado, parecendo incapaz de vencer. Mas para nós, tal como com os filhos de Rebeca, o mais velho servirá o mais novo. Porque Deus prometeu abençoar tudo o que vem do Espírito e não o que vem da carne. (Barnhouse).
A batalha que começou com a conversão continuará durante toda a vida. Nunca se está de licença nesta guerra, só a morte ou o Arrebatamento nos darão a liberdade, mas seremos libertados da nossa velha natureza no momento em que virmos o Salvador, pois ao vê-lO seremos feitos semelhantes a Ele.
É importante que nos apercebamos que todos os filhos de Deus vivem este conflito. Paulo recorda-nos que não sobrevirá nenhuma tentação que não seja “humana” (1 Co 10.13). Os jovens, lutando com problemas juvenis, estão inclinados a pensar que os mais velhos, ou os pregadores, os pastores ou os missionários estão isentos das paixões sombrias e das ardentes tentações. É um perfeito disparate! Tal como Rebeca teve dois bebês que lutaram no seu ventre (Gn 25.22-23), também cada crente tem duas naturezas que lutam no seu interior.
A velha natureza alimenta-se de tudo o que é impuro, enquanto que a natureza nova anseia pelo que é puro e santo. São como o corvo e a pomba que Noé deixou sair da arca. O corvo imundo alimentava-se de todo o lixo e podridão que flutuavam nas águas, mas a pomba regressava sempre à arca até ao dia em que pôde encontrar um lugar limpo para pousar e alimentar-se (Gn 8.6-12). Assim, a velha natureza deleita-se com a lascívia de Hollywood e a imundície da TV. Mas a nova natureza anseia pelo leite sincero da palavra de Deus. É importante saber que a natureza que nutrimos é aquela que irá vencer. Um homem queixava-se que os seus dois cães brigavam constantemente. Um amigo indagou: “Qual deles vence?”, ao que ele respondeu: “Aquele que eu incentivo”. É assim com as duas naturezas, aquela que incentivarmos irá vencer. O caso do cuco também ilustra este fato. O cuco põe um ovo no ninho de outro pássaro, depois deixa que a outra ave o choque juntamente com os seus ovos. Quando a mãe de outra espécie traz comida para o ninho, encontra apenas bicos abertos para a receber. Então, tudo depende do bico que ela vai alimentar. Se o jovem cuco for alimentado, irá expulsar os outros passarinhos do ninho empurrando-os para o chão. Assim acontece no ninho da nossa vida.

FOI A MINHA VELHA NATUREZA QUE O FEZ

Não devemos desculpar o nosso pecado culpando a velha natureza. Essa forma de transferência de culpa não funciona. Deus responsabiliza a pessoa e não a natureza. Talvez já tenha ouvido a história do motorista, apanhado em excesso de velocidade, que disse ao juiz: “Foi a minha velha natureza que estava em excesso de velocidade”. Ao que o juiz replicou: “Multo a sua velha natureza em 50 libras por excesso de velocidade, e multo a sua nova natureza em 50 libras por ser conivente com a primeira”. Culpar a velha natureza não é uma boa solução.

OS ATOS DE PECADO E A PRÁTICA DO PECADO

Outra verdade que devemos ter presente é que há uma diferença entre cometer atos de pecado e ser dirigido pelo pecado. Todos os crentes cometem atos de pecado apesar das suas vidas não serem dominadas pelo pecado. Não estão sem pecado, mas pecam menos.
Todos os crentes cometem atos de pecado apesar das suas vidas não serem dominadas pelo pecado.
Na sua primeira epístola, João deixa bem claro que os crentes pecam, afirmando que se o negarmos, enganamo-nos a nós mesmos e fazemos Deus mentiroso (1.8-9). Mas continua dizendo: “Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu. Aquele que pratica o pecado procede do Diabo, porque o Diabo vive pecando desde o princípio. Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (1 Jo 3.6,8a,9 – ARA).
O fato de João falar sobre o pecado é apoiado pela afirmação de que o Diabo pecou desde o princípio (3.8); sempre tem sido este o seu comportamento. Mas os crentes não são do Diabo; as suas vidas não são caracterizadas pelo pecado. Levanta-se, assim, a questão: “Quando é que cometer um pecado é praticar o pecado?” A Bíblia não responde a esta questão. Se o fizesse levaríamos a permissividade até aos seus limites máximos. O silêncio da Palavra de Deus serve como um saudável aviso contra todo o pecado.

É POSSÍVEL PERFEIÇÃO SEM PECADO?

Alguns sinceramente acreditam que é possível um crente atingir o nível onde já não se peca, onde se atingiu a perfeita santificação. Defendem que através de uma experiência de crise com o Espírito Santo, normalmente após a conversão, a natureza pecaminosa é erradicada e que depois dessa ocasião jamais se peca.
Quem defende estes princípios simplesmente não entende o que é o pecado. O pecado é qualquer ato ou palavra que não esteja exatamente de acordo com a perfeição de Deus (Rm 3.23). É insubmissão à lei, ou seja, a determinação de fazer a nossa própria vontade (1 Jo 3.4). Não é apenas fazer o que está errado, mas deixar de fazer o que está certo (Tg 4.17). É fazer qualquer coisa que a nossa consciência condene (Rm 14.23). “O pecado polui a melhor coisa que um crente possa fazer. Mancha o seu arrependimento. Há imundície nas suas lágrimas e descrença na sua fé”. Um homem santificado e muito espiritual disse que mesmo o seu arrependimento precisava ser purificado pelo sangue de Cristo. Outro, percebendo que tudo o que fazia estava manchado pelo pecado, escreveu:
As horas que passamos de joelhos em oração
Quando pensamos que os nossos
cânticos de louvor vão Te agradar,
Ó Examinador de corações, inunda-os de perdão.
“O cristão verdadeiro não é aquele que perdeu a capacidade de pecar, mas perdeu sim, o desejo e a vontade de pecar”. Agora ele odeia o pecado; quando peca envergonha-se e é inundado de um sentimento de impureza.
Mas alguém poderá perguntar: “Se um cristão não pode estar sem pecado, porque 1 João 2.1 diz: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis”? A resposta é que o padrão de Deus é sempre a perfeição. Um Deus santo não pode passar por cima de nenhum pecado. Ele nunca poderia dizer, por exemplo: “Pequem o mínimo possível”. Isso seria aprovar o pecado e Deus não poderia fazer isso. Assim o modelo que Ele tem para o Seu povo é a perfeição, mas Ele imediatamente tomou medidas preventivas no caso de falharmos. No mesmo verso pode ler-se: Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo”. E, no capítulo anterior, Ele já tinha insistido que os crentes pecavam. Notem:
Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós” (1 Jo 1.8).
Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (1.10).
É verdade que há versículos que parecem dizer que um crente pode não pecar. Primeiramente Romanos 6.2 diz que o crente morreu para o pecado, mas refere-se à posição do crente em relação a Deus. Aos olhos de Deus ele morreu com Cristo. O velho homem foi crucificado com Ele. Mas, no verso 11, Paulo diz que devemos nos considerar mortos para o pecado e que essa deve ser a nossa forma de viver diariamente. Então, se o verso 2 significasse que não tínhamos pecado, a exortação do verso 11 seria desnecessária.
Antes de sermos salvos éramos escravos do pecado.
Há mais três versos que falam do crente tendo sido liberto do pecado (Rm 6.7, 18 e 22). Em todos eles o apóstolo usa a ilustração dos escravos e do senhor. Antes de sermos salvos éramos escravos do pecado. Com a morte de Cristo, morremos para o pecado como nosso senhor. Fomos libertos do domínio do pecado, tornando-nos servos da justiça e de Deus.
O Novo Testamento tem passagens que usam palavras como: perfeito, aperfeiçoado e perfeição, que poderiam levar o leitor mais descuidado a inferir isenção de pecado (Mt 5.48; Fp 3.12; Fp 3.15; 2 Tm 3.16-17; Hb 6.1; 9.9; 10.14, 13.20-21; Tg 3.2b; Ap 3.1-2).
Falando de um modo geral, a palavra perfeito significa completo, maduro, adulto. Ao ser aplicada a um crente que ainda viva na Terra, nunca poderá significar ausência de pecado. Hebreus 9.9 fala duma consciência perfeita perante Deus. Hebreus 10.14 refere-se a umaposição perfeita perante Deus.
Em 1 Tessalonicenses 5.23 encontramos outro verso que tem sido usado para ensinar perfeição sem pecado, mas aí Paulo está orando para que a santificação seja extensível a todo o ser do crente – espírito, alma e corpo – para que esteja irrepreensível na Vinda do Senhor.
Depois, também temos os versos bastante perturbadores da Primeira Epístola de João (3.6,9; 5.19). Como já foi explicado, estes versos falam de comportamento habitual, e por isso mesmo encontram-se no tempo presente. A pessoa que nasceu de Deus não pratica o pecado, não vive no pecado. O pecado não caracteriza a sua vida.
Mas devemos levar a sério a doutrina da perfeição sem pecado? Qualquer doutrina que vá contra a Palavra de Deus é um assunto sério. Muitos dos crentes honestos e sinceros, que se esforçaram por viver uma vida de perfeição sem pecado, acabaram desiludidos e, em muitos casos, sofreram de depressão e de esgotamento nervoso. No seu livro “Santidade, O que é Falso e O que é Verdadeiro”, H. A. Ironside nos fala sobre a sua própria fútil busca da santificação completa, o desgaste emocional que sofreu e da paz que inundou a sua vida ao descobrir a verdadeira doutrina da santidade cristã.

NÃO POSSO IMPEDIR-ME DE PECAR

Não devemos dizer que temos de pecar. A Bíblia nunca afirma isso, e não é verdade. Ao dizermos que temos de pecar, estamos efetivamente duvidando que o Espírito Santo seja poderoso para nos auxiliar a resistir à tentação. Mas Ele tem esse poder. O problema está em nós, não nEle. Pecamos quando não fazemos uso do Seu poder. Pecamos quando queremos.
Dizer que tenho de pecar é negar os fundamentos do Cristianismo, porque o pecado não tem domínio sobre o crente (Rm 6.14); dizer que não posso pecar é enganar-me a mim mesmo (1 Jo 1.8). Dizer que não preciso pecar é afirmar um princípio divino porque a lei do Espírito da vida em Cristo me livrou da lei do pecado (Rm 8.2). Graças sejam dadas a Deus que nos dá a vitória.

RELACIONAMENTO E COMUNHÃO

Quando um crente peca, não perde a salvação, mas perde a alegria da salvação. A comunhão na família de Deus é interrompida, mas ele não perde o relacionamento com Deus. Através do novo nascimento, torna-se um filho de Deus, e isso nunca será mudado. No entanto, ao pecar, a comunhão com Deus fica interrompida, porque “Deus é luz, e não há nele treva nenhuma” (1 Jo 1.5). O feliz espírito de família continuará interrompido até o pecado ter sido confessado e abandonado (1 Jo 1.9; Pv 28.13).

HÁ PECADOS INVENCÍVEIS?

O crente deve saber que há libertação para todo e qualquer pecado que cometa (1 Co 10.13). Todos nós temos algum pecado que nos atinge, um intruso que nos mantém em seu poder, um hábito que nos derrota. Quantas vezes nos desesperamos em conseguir, alguma vez, a liberdade completa e final! A verdade é que tanto a Palavra de Deus como a experiência humana mostram que não há nada grande demais para Deus, nenhum pecado ultrapassa o Seu poder.

NÃO UM ATO MAS UM PROCESSO

A libertação é um processo que passo a passo – não é algo que se consiga instantaneamente. A promessa é: “E a tua força seja como os teus dias” (Dt 33.25 – ACF).
No entanto, é igualmente importante saber que não haverá uma experiência única que nos dê a libertação de uma vez para sempre do poder do pecado que habita em nós. Infelizmente, este fato é muitas vezes negado na Igreja dos nossos dias. Os pregadores oferecem freqüentemente à audiência, um atalho para a santidade. Num emocional “apelo”, encorajam as pessoas a chegar à frente para receber a plenitude, o batismo, a vida de vitória. O povo é iludido ao pensar que tal experiência crítica irá impulsionar alguém, automática e permanentemente, para um nível mais elevado de santidade.
A libertação é um processo que passo a passo – não é algo que se consiga instantaneamente. A promessa é: “E a tua força seja como os teus dias” (Dt 33.25 – ACF). Quando nos dizem “enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18), o significado literal é “enchei-vos continuamente do Espírito”. É uma ação presente e contínua. Nenhuma “experiência de altar” que possamos ter tido na noite anterior poderá nos garantir a libertação para as tentações do dia seguinte.

O PECADO VOLUNTÁRIO

Muitos crentes sofrem de ansiedade desnecessária por pensarem que teriam cometido o pecado voluntário de Hebreus 10.26-27. Conjecturam que, ao usarem a vontade quando pecamsão culpados do pecado voluntário e estão condenados ao julgamento e ao fogo vingador que irá devorar os adversários de Deus.
Mas não é essa a verdade. É essencial apercebermo-nos que há uma diferença entre osatos de pecado e o pecado voluntário e obstinado de Hebreus 10. O pecado obstinado é a apostasia, e o verso 29 define-o como pisar o Filho de Deus, profanar o sangue do Testamento com que Ele foi santificado, e ultrajar o Espírito da graça. Nenhum crente verdadeiro pode, alguma vez, ser culpado disso! O fato de estar preocupado por pensar que cometeu este pecado é um indicador de que isso não aconteceu. Os que são apóstatas da fé cristã estão tão empedernidos e são tão arrogantes que nem sequer pensam nesse problema. Não temem a Deus ou o Seu castigo.

AJUDA INEFICAZ PARA A VITÓRIA

Antes de deixarmos a lista das coisas que devemos saber, é útil recordarmos que há certas atitudes e ações que não nos auxiliam na conquista da santidade. O ascetismo não ajuda. Em Colossenses 2.23 Paulo diz que apesar da tortura pessoal e da auto-negação terem a aparência de santidade, não “são de valor algum senão para a satisfação da carne”. Omonasticismo não auxilia. Podemos separar-nos do mundo numa cela de um mosteiro, mas não podemos separar-nos de nós mesmos e da nossa própria natureza. A introspecçãotambém não auxilia, não há vitória em nós mesmos; nos ocuparmos conosco é como lançar uma âncora dentro dum barco. A passividade também não é a resposta. A santidade não sobrevém a quem apenas espera passivamente por ela. Nem sequer sobrevém através de um intenso estudo da tentação.
Quanto mais pensarmos numa tentação, mais provável é que vacilemos. Por fim a vitória não se alcança por se desistir em desesperoIsso é a derrota, e Deus não pode usar crentes derrotados. (William MacDonald - http://www.chamada.com.br)
William MacDonald (7/1/1917 – 25/12/2007) viveu na California–EUA, onde desenvolveu seu ministério. Sua ênfase era de ressaltar com clareza e objetividade os ensinamentos bíblicos para a vida cristã, tanto nas suas pregações como através de mais de oitenta livros que escreveu.