terça-feira, 17 de julho de 2018

Médico é demitido por defender que as pessoas nascem com sexo definido

CRISTÃO, DAVID MACKERETH DISSE QUE NÃO PODIA NEGAR O QUE A BÍBLIA ENSINA

 David Mackereth
Após 26 anos trabalhando como médico do Serviço Nacional de Saúde (espécie de SUS do Reino Unido), o médico David Mackereth foi dispensado por causa de suas convicções. Ele teria a oportunidade de assumir uma posição como assessor médico do Departamento de Trabalho e Pensões.
Uma de suas funções seria entrevistar pessoas, mas teria de chama-las pelo “gênero de escolha”. Logo, se um homem entrasse no seu consultório afirmando que era mulher, teria de ser tratado como “senhora”. Em toda a documentação assinada por ele o mesmo padrão precisaria ser seguido.
“Como cristão, acredito que o sexo é determinado tanto geneticamente quanto biologicamente”, explica o médico. “Acabei sofrendo pressão e sabia que poderia pôr fim à minha carreira [no Estado], mas não poderia ficar bem comigo mesmo, se não mantivesse minha convicção. Isso seria mentir e eu não queria viver mentindo.”
Mackereth, de 55 anos, acabou sendo considerado “inapto” para trabalhar no departamento. “Não conseguirei mais nenhum emprego público, as portas estão fechadas para mim”, lamenta.
O médico teme que outros profissionais cristãos também sejam descartados simplesmente por manterem opiniões conservadoras sobre os gêneros. “Eu não estou atacando o movimento de transgêneros, mas estou defendendo meu direito à liberdade de expressão e liberdade de crença”, destacou.
“Estou magoado, mas aliviado porque mantive minha convicção. Acredito com todo o meu coração que Deus nos criou macho e fêmea, e tenho o direito de acreditar nisso”, explicou ele.
O doutor também ressaltou que teme ver o mesmo acontecendo com outras pessoas no Reino Unido. “Eu não estou tentando incomodar ninguém. Eu me importo muito com as pessoas transgênero, mas também devemos ser capazes de dizer no que acreditamos. Caso contrário, podermos nos tornar em um Estado ditatorial, no qual todos seremos escravizados”, avalia.
Finalizou dizendo que nenhum de seus colegas manifestou apoio a ele com toda essa situação. Mesmo assim, ele não se arrepende: “Está claro na minha mente o que a Bíblia ensina sobre gênero”. Com informações de Daily Mail

Governo Temer patrocina “enfrentamento” contra bancada da Bíblia

PRESIDENTE ASSINA DOCUMENTO QUE EXPLICITA OPOSIÇÃO AOS CONSERVADORES DO CONGRESSO


Mostrando mais uma vez que não foi escolhido para ser vice de Dilma Rousseff à toa, o presidente Michel Temer decidiu atacar “as bancadas religiosas” e promover “a defesa da laicidade do Estado”.
Em alguns meses ele deixará o Planalto e como não irá se candidatar a nada, está investindo na criação de uma “Frente Popular Inter-religiosa”. O Diário Oficial da União de hoje (13)  que mostra o presidente assinou um “extrato de termo de fomento”.
Nele, autoriza o repasse de 100 mil reais para o grupo “Católicas pelo direito de decidir”. O nome é enganoso, pois essa ONG que promove a legalização do aborto no Brasil não possui nenhuma ligação com a Igreja Católica.
O aporte para a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres servirá para a realização de um seminário “com lideranças de diferentes religiões do Brasil para debater a atuação da bancada religiosa conservadora no Congresso Nacional e elaboração de estratégias conjuntas de enfrentamento à esta atuação”.
O uso da palavra “enfrentamento” é típica dos movimentos de esquerda dentro do Congresso e mostra, mais uma vez, que Temer está comprometido com suas pautas.
O deputado Ezequiel Teixeira (Pode/RJ), que é pastor e membro da bancada evangélica, mandou um recado duro a Temer: “Estado laico não significa Estado contra a igreja. Os valores da família são inegociáveis. Sou favorável a vida, se é enfrentamento que o Temer sugere, vamos lutar com as nossas armas espirituais e nenhuma investida do maligno vai prevalecer. As portas do inferno não prevalecerão contra a igreja. A quem interessa esse patrocínio do governo? Para mim fica muito claro, pretendem beneficiar um grupo abortista, na tentativa de impor essa agenda sobre o país. Como deputado venho lutando contra esse tipo de ação e fica mais claro, às vésperas da eleição, quem é contra os valores defendidos pela maioria dos brasileiros”.

sábado, 14 de julho de 2018

BOMBA 2 LANÇADA PELO CEL JAMES NESTA SEXTA FEIRA 13!


O juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Criminal Federal, recebeu denúncia e abriu ação penal contra 62 acusados na Operação “Câmbio, desligo” Entre os denunciados estão o ex-governador Sérgio Cabral, agora réu pela 24ª vez – já condenado a 100 anos de reclusão -, e o doleiro Dario Messer, apontado como o líder de um esquema que movimentou US$ 6 bilhões em pelo menos 52 países.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Exército israelense nas colinas de Golã é visto como uma mensagem para Assad


A instalação de reforços de Israel nas colinas de Golã é uma mensagem ao ditador sírio, Bashar al-Assad, à medida que suas forças se aproximam da fronteira com Israel, afirmou um analista israelense.
“Agora que seu exército está vindo em direção ao sul, não os envie à zona desmilitarizada estabelecida no acordo [de cessar-fogo] de 1974. Israel verá isso como uma violação séria”, foi como o analista de defesa Roni Daniel, do noticiário de TV Hadashot, definiu a aparente mensagem de Israel.
O exército israelense enviou tanques e canhões de artilharia para a fronteira síria na manhã de domingo (1) em meio a uma ofensiva das forças de Assad e de militares russos contra os redutos rebeldes no sudoeste da Síria. Logo em seguida, a Força de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) anunciou seus movimentos à imprensa.
“Esta foi uma mensagem para Assad”, disse Daniel. “Quando a IDF implanta e anuncia reforços, há um só endereço: Assad.”
Este movimento não foi uma surpresa. Desde a retomada da campanha de Damasco, que teve início no último mês contra cidades controladas por rebeldes na província de Daraa, complementada por apoio aéreo dos russos e com a assistência em terra de milícias apoiadas pelo Irã, cerca de 160.000 cidadãos sírios fugiram de suas casas e viajaram para as fronteiras com Israel e Jordânia, buscando refúgio.
Centenas de sírios em fuga se estabeleceram em acampamentos próximos à fronteira de Israel, dentro da zona desmilitarizada estabelecida após a Guerra do Yom Kippur em 1973, aparentemente na esperança que Israel comece uma ação para garantir o acordo de separação e evitar que forças sírias entrem na área.
De acordo com Daniel, Israel não está se limitando a enviar sua mensagem indiretamente por meio de manobras militares: há relatos de que o ministro da Defesa, Avigdor Liberman, contatou seu equivalente russo, Sergei Shoigu, para pedir que este passe a mensagem explicitamente a Assad.
Segundo afirmação da IDF, os reforços de Israel foram enviados para aumentar a capacidade da 210ª Divisão da IDF, a Bashan, que defende as colinas de Golã. Uma declaração do exército explicou: “Isso foi feito como parte das preparações e prontidão da IDF em vista dos eventos ocorrendo no setor sírio das colinas de Golã próximos à fronteira”.
O exército se comprometeu a oferecer uma “reação determinada” a qualquer fogo vindo da Síria – intencional ou acidental – que atinja o território de Israel.

Fumaça sobe das áreas controladas pelos rebeldes na cidade de Daraa durante ataques aéreos das forças do regime sírio, em 30 de junho de 2018. (AFP/Mohamad Abazeed)
“A IDF considera de grande importância manter o acordo de armistício entre Israel e Síria de 1974”, afirma uma declaração do exército, e acrescenta: “A IDF vai continuar a manter seu princípio de não envolvimento naquilo que acontece na Síria, mantendo ao mesmo tempo uma política de mostrar uma reação determinada às violações da soberania de Israel e ameaças a seus cidadãos”.
Tanto Israel como a Jordânia declararam que não aceitarão refugiados, mas têm providenciado ajuda humanitária a eles. Na semana passada, a IDF anunciou que entregou várias toneladas de alimentos, roupas e remédios no sul da Síria em vista da situação que se deteriora nos acampamentos de refugiados montados rapidamente perto da fronteira.
Na sexta-feira (29), Israel também trouxe seis sírios feridos, quatro deles crianças que perderam seus pais em ataques sírios e russos, para tratamento médico em hospitais israelenses. “Israel tem fornecido ajuda humanitária por anos e continuará a fazê-lo agora em vista da necessidade”, afirmou o exército.
Na manhã de domingo (1), o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reafirmou que Israel oferecerá assistência, mas não permitirá que refugiados entrem em Israel. “Continuaremos a defender nossas fronteiras. Vamos estender nossa ajuda humanitária dentro de nossas habilidades. Nós não vamos permitir a entrada em nosso território e vamos exigir que o Acordo de Separação de Forças, de 1974, com o exército sírio seja mantido rigorosamente”, disse na reunião semanal com seus ministros.
O primeiro-ministro acrescentou que ele, o ministro da Defesa e o chefe do Estado-maior estão em contato constante com os Estados Unidos e a Rússia – os dois maiores poderes na questão síria – a cerca dos combates no sudoeste da Síria.
Desde 19 de junho, o regime de Damasco, apoiado pela Rússia, tem realizado uma campanha de bombardeios mortais no sul da Síria à medida que avança para retomar a área estratégica próxima dos setores israelense e jordaniano das colinas de Golã.
No sábado, forças do governo controlavam mais da metade de Daraa, um aumento a partir dos 30 por cento controlados no início da operação, afirmou o Observatório Sírio de Direito Humanos.
Oito cidades na província retornaram ao controle do regime, devido a acordos intermediados pela Rússia, afirmou o Observatório. Isso ocorreu “após conversas entre generais russos, assim como líderes locais e os rebeldes remanescentes”, disse o líder do Observatório, Rami Abdel Rahman.
Estes assim chamados acordos de “reconciliação”, para que estas cidades se rendessem, são as últimas de uma longa sucessão de acordos por todo o país que têm resultado na retomada de áreas controladas pela oposição após ataques aéreos e terrestres devastadores.

Sírios fogem de áreas controladas por rebeldes na cidade de Daraa durante ataques aéreos do regime Sírio, em 30 de junho de 2018. (AFP/Mohamad Abazeed)
A retomada de toda a província de Daraa seria uma vitória simbólica para o regime, já que esta é vista como o berço do levante anti-Assad de sete anos atrás, que cresceu até tornar-se uma guerra civil.
Forças do regime bombardearam outras partes da província de Daraa no sábado (30), com ataques aéreos matando pelo menos 15 civis, de acordo com o Observatório. Ataques aéreos não identificados mataram 10 civis, incluindo cinco crianças na cidade de Al-Sahwa, que é controlada pelos rebeldes, disse o Observatório, que tem sua sede na Inglaterra.
O recente aumento das hostilidades acontece apesar do fato de que Daraa e a vizinha Quneitra, controlada por rebeldes, estarem incluídas em uma área de “diminuição de hostilidades” a partir de um acordo entre Rússia, Estados Unidos e Jordânia no ano passado.
O principal grupo de oposição da Síria, a Comissão Síria de Negociação (SNC, na sigla em inglês), implorou à comunidade internacional para que ela se manifeste contra esta violência: “Clamamos à comunidade internacional que condene esta quebra brutal da área de diminuição de hostilidades [...] e a tomar todas as medidas possíveis para parar este ataque ao nosso povo”, disse a porta voz da comissão, Yahya al-Aridi, em uma declaração.
No total, 115 civis foram mortos nos bombardeios do regime na província desde 19 de junho. No mesmo período, 96 combatentes pró-regime e pelo menos 59 rebeldes perderam suas vidas.
Os refugiados fugindo de áreas sob ataque incluem 20 000 que partiram para áreas próximas do posto da fronteira jordaniana de Nasib, uma área que já detém mais de 650.000 refugiados sírios registrados. Alguns afirmam que o número real é mais próximo de 1,3 milhão. Milhares têm fugido para a fronteira israelense nas colinas de Golã.
Amã, capital da Jordânia, tem dito que não pode abrir suas fronteiras para mais sírios que fogem do conflito que já tem sete anos, mas no sábado (30) anunciou que enviou ajuda para os desalojados do outro lado da fronteira.
Mais de 350.000 pessoas morreram na Síria desde que a guerra começou em 2011 com a brutal repressão de protestos contrários ao governo. — Times of Israel

terça-feira, 12 de junho de 2018

CRISTÃO FOI PRESO POR ORAR NA COREIA DO NORTE

O cidadão americano Kim Hak Song descobriu que seus “atos hostis contra o governo” eram orações


Cristão foi preso por orar na Coreia do Norte
Ele cometeu o crime de orar (Foto representativa)

Kim Hak Song foi preso em um trem que ia da capital da Coreia do Norte, Pyongyang, para a China em maio de 2017, supostamente por ter cometido atos hostis contra o governo. Falando à própria igreja em Los Angeles sábado passado, o cidadão americano disse que perguntou às autoridades o que ele tinha feito de errado. A resposta foi que ele cometeu o crime de orar. Os oficiais tinham cópias de e-mails que Song havia enviado à igreja, pedindo-lhes para orar pela Coreia do Norte. Eles também sabiam que ele tinha um grupo de oração pela manhã.
Song era um missionário da sua igreja na China, e passava um mês na Coreia do Norte a cada vez que ia. Ele estava envolvido em desenvolvimento agrícola na Universidade de Ciência e Tecnologia de Pyongyang. Embora não tenha sido torturado durante a prisão, a esposa afirma que ele sentia dores.
Song foi libertado em 9 de maio, com dois outros cristãos, Kim Kong-chul, um pastor de aproximadamente 60 anos, e Tony Kim (também conhecido como Kim Sang-duk). Segundo a Casa Branca, a soltura dos três foi um ato de boa vontade que precede a reunião do presidente americano, Donald Trump, com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, marcada para 12 de junho.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Como um Coração para Missões Rejuvenesceu Nossa Igreja

Missões É a alma da nossa congregação, fundada em 1936 por Aimee Semple McPherson no meio de um reavivamento de cura que atraiu a atenção da mídia local. 

KAJ MARTIN No entanto, quando cheguei ao Living Way (Igreja do Evangelho Quadrangular de Seattle) em 2011, a frequência diminuiu para menos de 30 anos. A igreja não estava apoiando regularmente o casal que enviamos à República Tcheca em 1997.

As coisas mudaram dramaticamente desde então. Graças a uma decisão intencional de dar regularmente das ofertas da igreja, agora apoiamos sete missionários no exterior e o Global Missions Fund da Foursquare . Nossos presentes de missão, outrora modestos, somam agora cerca de US $ 30.000 por ano.

Eu não aceito nenhum crédito. Passamos um tempo considerável jejuando e orando enquanto desenvolvíamos nossa ênfase em missões revitalizadas. Muitos líderes vieram ao meu lado para nos levar até onde estamos hoje: o lançamento de um plano de 10 anos para evangelizar pelo menos dois grupos de pessoas não alcançadas e não alcançados (UUPG).

Iniciamos esse processo no final de outubro, logo após o envio do primeiro missionário em 20 anos. Karen Grubbs é uma viúva aposentada que esteve em contato com a África Oriental por muitos anos.

"Eu tenho que ir até lá", disse ela antes de partir para Uganda, onde trabalha entre os refugiados sul-sudaneses em Uganda. O coração de Karen para os sudaneses é apenas um exemplo de como nossa congregação ama o mundo. Com membros de quase uma dúzia de diferentes nações, estamos sintonizados para alcançar os outros e contar-lhes sobre Cristo.

O tamanho não é o fator determinante quando se trata de alcançar sua cidade, estado e mundo para Cristo. Fé e obediência são. Então, o que está te segurando? 

Para construir relacionamentos com imigrantes e recém-chegados, nós comemos sua comida, aprendemos sobre suas famílias e valorizamos sua cultura. Alguns de nossos amigos mais queridos possuem um restaurante egípcio; construir esse relacionamento levou seis anos.

Ao longo do caminho, também aprendemos que, em muitas culturas, aniversários e outras celebrações são um grande negócio. Para refletir esse amor de cerimônia, duas vezes por ano nossa igreja hospeda um serviço “Celebre as Nações”, onde várias bandeiras, vestimentas nativas e culturas estão à mostra. Depois, nos reunimos para uma refeição; o mais recente foi preparado por indonésios que se encontram em nossa igreja para estudo bíblico.

Esses contatos não apenas constroem pontes com outros grupos étnicos, mas também ajudam a revelar futuros missionários. Os visitantes que demonstram paixão por outras nações podem ser os únicos que Deus pode usar para espalhar o evangelho por lá.

A intencionalidade tem sido um dos pilares do nosso programa de missões. Nós nos comprometemos com um mínimo de apoio aos missionários a cada mês, e então adicionamos quaisquer presentes destinados. Isso encoraja a generosidade e permite que os membros com um coração para uma nação em particular dirijam suas doações.

Nós temos alguma ajuda adicional. Em 2014, vendemos a torre de celular em nossa propriedade para criar um “Legacy Fund” (Fundo Legado) que gera US $ 21.000 por ano para missões e plantação de igrejas. O mais novo plantador está começando uma igreja suburbana cinco minutos ao norte de nossa propriedade.

Embora tenhamos crescido desde 2011, nossa frequência semanal média é inferior a 100. O tamanho não é o fator determinante quando se trata de alcançar sua cidade, estado e mundo para Cristo. Fé e obediência são. Então, o que está te segurando?

Sobre o escritor


Kaj Martin é o pastor sênior da Living Way (Seattle Foursquare Church) em Seattle.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

O Chamado de Abrão

Israel, Um Povo Muito Especial - Parte III

Em Gênesis 12.1-3 lemos: “Então o Senhor disse a Abrão: ‘Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados’.”
Essa aliança com Abraão é significativa também para a Igreja de Jesus, não só para Israel, já que nós, gentios que cremos em Jesus Cristo, fomos incluídos nas promessas de bênção dessa aliança por meio de Jesus, o Messias judeu (vide a Carta aos Gálatas). Agora, porém, passarei a tratar desta importante aliança apenas visando à história de Israel, já que é por meio dela que começa a história propriamente dita do povo de Deus.
Aproximadamente no ano de 2000 a.C., Deus escolheu para o Seu propósito um homem de Ur na Caldeia, chamado Abrão. O objetivo do Senhor com isso foi criar a partir de Abrão um povo para Si. Deus queria fazer história não apenas com Abrão, mas também com seus descendentes. Esse povo proveniente de Abraão teria a função de glorificar no mundo o único Deus verdadeiro (Is 43.21). Seria de certa forma o representante ou embaixador de Deus na terra, por meio do qual o restante do mundo enxergaria quem é Deus (Is 49.3).
A santidade de Israel, ou seja, seu procedimento e seu culto, demonstraria ao mundo caído em pecado a sua impureza e necessidade de redenção. Lembremo-nos da queda em pecado do primeiro casal humano, dos pecados da humanidade nos tempos de Noé e também logo depois do dilúvio que assolou o mundo. Lembremo-nos da construção da Torre de Babel, da devassidão dos povos e da sua idolatria. Havia muito que os povos da humanidade haviam esquecido quem era o Deus que os criara; há muito haviam confeccionado para si seus próprios deuses inúteis e mortos. Tudo isso combinou-se com homicídios, matanças e grande medo, assim como ainda hoje se observa em parte em “tribos primitivas” que se embriagam e flagelam de medo de demônios e dos seus “deuses”. Sacrificavam até mesmo seus próprios filhos aos deuses mortos a fim de aplacar a ira deles. Israel deveria abrir os olhos a esses povos para que reconhecessem quem os criara. E o mundo deveria enxergar por meio de Israel o que Deus quer e requer, e qual é Seu conceito de um homem justo (Dt 4.5-8).
As doze tribos de Israel, que afinal descendiam de Abraão, deveriam ter transmitido aos outros povos da terra a redenção eterna. O povo de Israel habitaria no meio da população mundial para alcançar os povos com a Palavra de Deus a partir dessa posição central. Essa escolha representava para os judeus uma elevada posição, mas também uma grande responsabilidade – uma grande honra para esse povo, mas também um pesado fardo (Am 3.1-2).
Casamento
Certamente muitos judeus teriam preferido não pertencer ao povo eleito de Deus. Não só isso implica grande responsabilidade, como Deus, nosso Criador, não é apreciado por todos, e sempre que alguém se rebelar contra Deus, será necessariamente também adversário de Israel. Assim como dificilmente poderá contar com grandes simpatias um embaixador que represente no exterior os interesses do seu país possivelmente muito malvisto ali, por mais amável que seja pessoalmente. Assim também muitos judeus poderiam pensar: “Estaríamos bem melhor se não fôssemos o povo eleito: pelo menos nos deixariam em paz”. De fato, creio que esse povo seria tratado com muito mais simpatia se Satanás não lutasse ao mesmo tempo contra Deus e assim também contra seus embaixadores e representantes.
Dificilmente alguém se engajará pelos direitos dos coptas no Egito ou pelo direito dos curdos e armênios na Turquia. Ninguém se importa com os índios da América do Norte e do Sul, com os aborígenes australianos e os mouros do Líbano. Esta lista ainda poderia ser ampliada à vontade. No entanto, o veemente empenho mundial a favor dos palestinos não resulta de amor ao próximo ou sequer de compaixão com os palestinos, mas de oposição a Israel. Se o inimigo dos curdos não fosse a Turquia, mas Israel, o mundo daria muito mais atenção às “reivindicações dos direitos” deles. Israel foi arrastado para dentro desta luta entre Deus e Satanás.
No entanto, o povo judeu não reconheceu coletivamente sua incumbência missionária e até hoje não a cumpriu. Salvo por algumas poucas exceções, ele até hoje não atendeu a essa elevada responsabilidade. Em vez de guardar os mandamentos e os estatutos de Deus e ser testemunha desse Deus Criador diante dos outros povos, ele seguiu seus próprios caminhos. Somente quando todo o Israel se converter ao seu Messias Jesus ele também será sem exceção uma bênção e um embaixador digno para todos os povos da terra. Ao que parece, isto só acontecerá por ocasião do Reino Milenar.
Voltemos a Abraão. Deus escolheu um homem, Abrão, que mais tarde se tornou Abraão, para iniciar com ele uma nova etapa da história da redenção. Deus estabeleceu uma aliança com esse eleito. Entre outras coisas, essa aliança incluiu a promessa a Abraão de que ele se tornaria pai de grandes nações, que seriam abençoados aqueles que o abençoassem, e que sua semente (descendente) proporcionaria a salvação da humanidade. Por um lado podemos dizer que a descendência de Abraão, ou seja, os judeus, representaram uma grande bênção para a humanidade apesar das suas falhas. Não fosse por outra coisa, o simples fato de os judeus nos terem legado a Bíblia. Os judeus apresentaram a nós, os gentios, o único Deus Criador verdadeiro. Todavia, muito mais significativo ainda é o fato de que desse povo proveio o Salvador, o Redentor e Ungido: Jesus Cristo! Ele é a semente já anunciada no Antigo Testamento, que traria a salvação da humanidade, como de fato trouxe (Gl 3.16).
Deus prometeu a Abraão um herdeiro, e isso apesar de naquele momento Abrão já ser idoso e não ter filhos (Gn 15.2-5). É verdade que Abrão ganhou um filho como resultado da impaciência de sua esposa Sarai, que não engravidava. Assim, o filho não foi de sua própria esposa, mas de sua serva egípcia Hagar. Esse filho chamava-se Ismael (Gn 16), e também ele recebeu promessas. Portanto, também a descendência de Ismael seria muito numerosa, mas ele não foi considerado herdeiro de Abraão (Gn 17.15-21).
De Ismael acabaram provindo os povos árabes beduínos. Abraão, por sua vez, recebeu uma confirmação da promessa de que teria um filho, mas agora de sua própria esposa, e este então seria seu herdeiro. — Thomas Lieth