sábado, 28 de fevereiro de 2015

Senador Magno Malta ‘ARREBENTA’ o Governo sobre morte de cristãos



Senador Magno Malta, durante sessão plenário do Senado Federal desta terça-feira (24), não poupou palavras e arrebentou com o governo federal sobre sua omissão diante do assassinado de cristãos pelos terroristas do Estado Islâmico. Ele também se pronunciou sobre a postura do governo com relação a questões diplomáticas com a Indonésia e a Venezuela.

FONTE: www.verdadegospel.com.br

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

SBB participa do 17º Encontro Consciência Cristã em Campina Grande (PB)



A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) participará do 17º Encontro Consciência Cristã, que acontecerá de 12 a 17 de fevereiro, no Complexo do Parque do Povo, em Campina Grande (PB).

Além de um estande com publicações bíblicas, a SBB marcará presença no evento com o caminhão do programa Luz no Nordeste, que poderá ser conferido de perto pelos visitantes. Em cinco anos de atividade, o programa já beneficiou mais de 30 mil pessoas em situação de risco e vulnerabilidade social do sertão nordestino, oferecendo assistência espiritual e de saúde, além de levar conhecimento sobre a Bíblia. 

No Parque do Povo, o caminhão do Luz no Nordeste servirá de apoio no atendimento às emergências do evento, já que está estruturado com consultórios, e seu espaço cultural, chamado Mundo da Bíblia, estará aberto para visitação. 

Com palestrantes de renome internacional e nacional, o Consciência Cristã contará com um total de 93 palestras e 18 preleções, destinadas aos mais diferentes públicos. Estes números transformaram o evento no maior do gênero da América Latina. Com entrada franca, o Encontro é realizado pela Visão Nacional para a Consciência Cristã (Vinacc).

Serviço
SBB no 17º Encontro Consciência Cristã
Data: 12 a 17 de fevereiro de 2015
Local: Complexo Parque do Povo – Campina Grande – Paraíba
Informações: www.conscienciacrista.org.br 

domingo, 15 de fevereiro de 2015

As Fronteiras de SODOMA Estão Sendo Ultrapassadas?


O Senhor Jesus descreveu os tempos anteriores à Sua volta em glória como dos mais terríveis que já houve. Ele falou de um Apocalipse vindouro, que aconteceria como julgamento sobre todo o mundo, antes dEle mesmo voltar. Este tempo é descrito como semelhante aos "dias de Noé e de Ló". Os dias de Ló eram a época de Sodoma, donde procede a palavra "sodomia". Naquela sociedade as pessoas viviam inteiramente segundo suas inclinações e paixões. Elas comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam, sem se importarem com Deus. Pretendia-se estabelecer uma era de bem-estar sem Deus. Ao mesmo tempo a imoralidade tomava conta, de modo que a homossexualidade fazia parte do cotidiano (Gn 19.4-5).

Quando analisamos nossos dias, somos levados a pensar que as fronteiras de Sodoma já estão sendo ultrapassadas. Como em muitos outros países, os debates a respeito do tema têm sido muito acirrados na França:

O confronto entre a direita e a esquerda tem apresentado atualmente uma violência incomum, porque a maioria esquerdista pretende legalizar a união de casais homossexuais. Deste modo, os partidários do primeiro-ministro Lionel Jospin estão cumprindo uma promessa eleitoral. Trata-se de estabelecer um contrato para todos os casais – quer sejam homossexuais ou heterossexuais...
Apontando para Sua vinda em grande poder e glória, o Senhor Jesus disse: "O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar" (Lc 17.28-30). Em Gênesis 18.20 lemos porque Deus castigou de tal maneira as cidades corrompidas no vale do Jordão: "Disse mais o Senhor: Com efeito, o clamor de Sodoma e Gomorra tem-se multiplicado, e o seu pecado se tem agravado muito."

Não temos a intenção de apontar o dedo friamente para nossa sociedade, pois todos nós somos pecadores necessitados de redenção. Também não pretendemos pintar um cenário de terror apocalíptico. Pelo contrário, queremos lembrar que o Senhor procura atualmente homens de oração dedicados, que se colocam na brecha (Ez 22.30), da mesma forma como Abraão o fez (Gn 18.22-33). O texto ressalta que Abraão não ameaçou nem julgou a Sodoma – e nem mesmo esperou satisfeito pelo julgamento ameaçador de Deus. Pelo contrário, ele colocou-se diante do Senhor e intercedeu por Sodoma e Gomorra.

Mas, naturalmente também é preciso falar a verdade com clareza, mesmo que não se queira mais ouvi-la e sob o risco de sermos acusados de fanáticos fundamentalistas. O Senhor Jesus Cristo, que morreu na cruz como um criminoso, sem ter cometido pecado, tomou nossos pecados sobre si para que nós – libertos de toda culpa – possamos tornar-nos participantes do reino de Deus. Quem, entretanto, fecha a porta do seu coração para o Senhor Jesus, rejeita a oferta de Deus de completo perdão dos pecados e, assim, exclui a si mesmo do reino de Deus. Aquele, porém, que entrega sua própria vida e a deposita aos pés de Jesus, vai recebê-la. Foi o que o próprio Senhor disse com relação à mulher de Ló:"Quem quiser preservar a sua própria vida perdê-la-á; e quem a perder, de fato a salvará" (Lc 17.33). (Norbert Liethhttp://www.chamada.com.br)

Norbert Lieth É Diretor da Chamada da Meia-Noite Internacional. Suas mensagens têm como tema central a Palavra Profética. Logo após sua conversão, estudou em nossa Escola Bíblica e ficou no Uruguai até concluí-la. Por alguns anos trabalhou como missionário em nossa Obra na Bolívia e depois iniciou a divulgação da nossa literatura na Venezuela, onde permaneceu até 1985. Nesse ano, voltou à Suíça e é o principal preletor em nossas conferências na Europa. É autor de vários livros publicados em alemão, português e espanhol.

FONTE: Chamada da Meia-Noite

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Desastre nuclear ou pecado - o que é mais perigoso?


Norbert Lieth
Muitas pessoas, preocupadas com a preservação do meio ambiente, temem que um dia "o mundo possa acabar" por causa de um desastre nuclear. Na Alemanha, por exemplo, está sendo realizado um plano de desativação das usinas atômicas. Entretanto, os perigos que realmente ameaçam nosso mundo são o pecado e o afastamento cada vez maior do Criador. O mais profundo sofrimento da humanidade não ocorrerá por causa da explosão de algum reator nuclear, mas devido aos vindouros juízos de Deus.
Isso não significa que devemos ser cidadãos irresponsáveis com relação ao meio ambiente. É preciso evitar tudo que possa prejudicá-lo, pois somos responsáveis pela criação. Entretanto, hoje em dia, as prioridades estão sendo claramente invertidas e as verdadeiras razões das aflições da humanidade não são levadas em consideração. As maiores catástrofes da história mundial foram conseqüência da obstinada persistência no pecado. O Dilúvio não foi provocado por fatores de desequilíbrio ambiental, mas porque "a terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência" (Gn 6.11) e Ele resolveu "dar cabo de toda carne" (v. 13). Sodoma e Gomorra não desapareceram por causa de um desastre nuclear, mas devido aos pecados abomináveis cometidos nessas cidades, que foram julgadas conforme a vontade de Deus. Também no futuro, o maior perigo não virá de reatores nucleares, mas da potência explosiva do pecado.
Vamos lembrar quatro coisas que são mais perigosas do que qualquer ameaça nuclear:
1. A crescente injustiça, a negação de que Deus é o Criador e a Sua exclusão da vida da sociedade humana trazem consigo a degeneração dos homens: "A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato" (Rm 1.18-21).
2. A negação de Jesus como o Filho de Deus ressuscitado dentre os mortos, como a Verdade absoluta, e a rejeição da salvação através dEle provocam o acúmulo de uma "força atômica" espiritual que Satanás vai liberar através do Anticristo: "então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda. Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos" (2 Ts 2.8-10).
3. O constante aumento da maldade, a perda de qualquer padrão moral, a quebra de todas as leis e o amortecimento das consciências prejudicam mais o meio ambiente do que todos os reatores nucleares juntos. O profeta Oséias já escreveu: "O que só prevalece é perjurar, mentir, matar, furtar e adulterar, e há arrombamentos e homicídios sobre homicídios. Por isso, a terra está de luto, e todo o que mora nela desfalece, com os animais do campo e com as aves do céu; e até os peixes do mar perecem. Todavia, ninguém contenda, ninguém repreenda; porque o teu povo é como os sacerdotes aos quais acusa" (Os 4.2-4).
4. A crescente oposição mundial ao povo judeu e ao seu direito à terra de Israel, representa um perigo maior para o mundo do que qualquer ameaça nuclear. Deus disse: "Congregarei todas as nações e as farei descer ao vale de Josafá; e ali entrarei em juízo contra elas por causa do meu povo e da minha herança, Israel, a quem elas espalharam por entre os povos, repartindo a minha terra entre si" (Jl 3.2). "E, com grande indignação, estou irado contra as nações que vivem confiantes; porque eu estava um pouco indignado, e elas agravaram o mal" (Zc 1.15).
A busca pessoal por Jesus Cristo, entretanto, liberta-nos do medo que domina o mundo. Ele nos oferece abrigo e segurança para o futuro. Devemos lembrar que a terra não está entregue a si mesma, nem ao acaso, mas se encontra nas mãos dAquele que sustenta todas as coisas pela palavra do Seu poder: Cristo. É o que Paulo diz em Hebreus 1.3: "Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas". (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Álbum da Eyshila é destaque em importante portal de música; confira!


Um dos maiores portais de música digital do mundo, o Kboing, destaca em sua página inicial o mais novo álbum da Eyshila, ‘Deus no Controle’. O CD foi lançado no final de 2014 e vem sendo muito bem recebido pelas pessoas que ouvem cada uma das 13 faixar que compõem o repertório.

Não perca tempo e acesse o site do Kboing para conferir este super lançamento da Eyshila em parceria com a Central Gospel Music e seja abençoado.

Adquira você também esse belo álbum Deus no Controle por meio da loja virtual da Editora Central Gospel, ou peça pelo televendas (21) 2187-7000. Outra opção é pelo iTunes

domingo, 18 de janeiro de 2015

A Bênção da Humildade


A revista alemã "Focus" publicou uma reportagem sobre o tema "Eu, eu, eu". Ela tratava do culto ao eu – que aumenta cada vez mais em meio à nossa população – no qual cada um se considera cada vez mais importante. Cresce a sociedade que quer levar vantagem em tudo, que não recua diante de nenhum meio para alcançar seus objetivos. É indiferente se outros têm de sofrer com isso – o que importa é que se consiga o primeiro lugar. Um dos lemas em curso entre a juventude é: "Eu sou mais eu".
Também esta é mais uma prova de que a Palavra de Deus é confiável, pois ela diz o seguinte acerca dos "últimos dias": "E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos" (Mt 24.12). Quem não cuida e não vigia, torna-se cada vez mais egoísta e nem o nota, mesmo sendo cristão. O egocentrismo, o culto ao eu se infiltra onde a Palavra de Deus é deixada de lado – e com isso é deixado de lado o relacionamento íntimo com Jesus Cristo. David H. Stern traduz essa passagem muito acertadamente da seguinte maneira: "O amor de muitas pessoas esfriará porque a Torá se afasta cada vez mais delas" (Novo Testamento judaico). Não se convive mais com a Sagrada Escritura. Mas é só através do contato com a Palavra de Deus, através do amor do Espírito Santo e da comunhão com Jesus Cristo que adquirimos a capacidade de sermos humildes.
Satanás abandonou a Palavra de Deus por seu orgulho sem limites – e caiu. Igualmente cristãos que não mais são dirigidos pela Palavra de Deus e pelo Seu Espírito Santo se tornam vítimas do orgulho. Tornam-se ambiciosos e se acham cada vez mais importantes – e a causa de Jesus é empurrada para segundo plano.
No Evangelho de Lucas um acontecimento nos mostra como o orgulho se manifesta e quais as suas conseqüências: "Reparando como os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhe uma parábola: Quando por alguém fores convidado para um casamento, não procures o primeiro lugar; para não suceder que, havendo um convidado mais digno do que tu, vindo aquele que te convidou e também a ele, e te diga: Dá o lugar a este. Então irás, envergonhado, ocupar o último lugar. Pelo contrário, quando fores convidado, vai tomar o último lugar; para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, senta-te mais para cima. Ser-te-á isto uma honra diante de todos os mais convivas. Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado" (Lc 14.7-11).

O Senhor nota quando somos orgulhosos

"Reparando como os convidados escolhiam os primeiros lugares..." O orgulho é uma coisa que nós, como filhos de Deus, não gostamos de expor publicamente, pois sabemos que é constrangedor quando é notado.
O orgulho começa no coração. O orgulho é algo sorrateiro, que entra devagarinho em nosso coração, mudando nossa motivação e mudando a base de nosso querer e de nosso agir. Em geral não usamos de violência para chegar mais à frente. Tudo começa muito sutilmente, nos insinuamos com cuidado. Fazemos um jogo duplo com outros, colocando o olho nos melhores lugares.
O Senhor olha diretamente para dentro do coração e fala: "A soberba do teu coração te enganou..." (Ob 1.3).
Não creio que as pessoas da nossa história foram derrubando cadeiras e mesas para chegarem à frente e alcançarem os melhores lugares. Provavelmente eles foram cuidadosos e educados, mas agiram com um alvo em vista, que era o de ocupar o lugar de honra. Mas o Senhor o notou! Pensemos nisso: o primeiro que descobre orgulho em nossa vida é o Senhor – e Sua reação não se fará esperar. Ele olha diretamente para dentro do coração e fala: "A soberba do teu coração te enganou..." (Ob 1.3).

Orgulho não é coisa pequena

Poderia-se dizer que o que aconteceu aqui é uma bagatela da qual nem vale a pena falar. Tentar conseguir o melhor lugar em uma mesa não é muito bonito, mas também não é tão trágico assim; certamente existe orgulho pior. Mas o fato de Jesus ter notado o acontecido e de ter comentado a respeito mostra claramente como o orgulho é terrível aos olhos de Deus. Por quê?
1- Porque o orgulho procede de um cristianismo sem cruz
Em Filipenses 2.5-8 encontramos um padrão para nossa mentalidade e para nossas intenções: "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz." Sua humilhação consistiu em não exigir o que era direito Seu. Ao invés de insistir em Sua semelhança com Deus, Ele humilhou-se a Si mesmo. Ele, diante de cuja palavra o Universo se abala; Ele, que é adorado e exaltado por todos os anjos criados; Ele, que não é criatura mas o próprio Criador – Ele se humilhou, sim, "tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz." Essa mentalidade que Jesus Cristo possuía é esperada de nós também. E quem não tem essa mentalidade não vive com a cruz e com o Crucificado, mas é contrário à cruz de Cristo. Uma pessoa assim, no fundo, é inimiga da cruz de Cristo por continuar sendo orgulhosa.
2- Porque o orgulho tem sua origem nas mais terríveis profundezas, ou seja, no próprio diabo
Satanás queria ser como Deus: "...subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo".
Nele nasceu o orgulho: "Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades no Norte" (Is 14.13).Satanás queria ser como Deus: "...subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo" (v. 14). Por isso o orgulho é tão terrível diante dos olhos de Deus e é condenado por Deus desde sua menor raiz.
3- Porque o orgulho provém da falta de temor de Deus
Em Provérbios 8.13 está escrito: "O temor do Senhor consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho, e a boca perversa, eu os aborreço." O resultado da falta de temor de Deus sempre é o desprezo do nosso próximo, com uma valorização acentuada de si mesmo. Assim, os fariseus e escribas daquela época escolheram para si os melhores lugares à mesa. Onde os outros iriam sentar era indiferente para eles.
Hoje igualmente a falta de temor de Deus cresce ao ponto de chegar a um ódio pelos outros. Pessoas orgulhosas têm dificuldades em se relacionar com os outros e estão sempre prontas para brigar. Pois o orgulhoso tenta alcançar seus próprios alvos mesmo às custas da união. Por isso somos exortados tão seriamente: "Nada façais por partidarismo, ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo" (Fp 2.3).
4- Porque o orgulho sempre traz consigo a queda
Provérbios 16.18 diz: "A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda." A Bíblia Viva diz: "A desgraça está um passo depois do orgulho; logo depois da vaidade vem a queda." Isso combina exatamente com o que o Senhor Jesus diz em Lucas 14.8-9: "Quando por alguém fores convidado para um casamento, não procures o primeiro lugar; para não suceder que, havendo um convidado mais digno do que tu, vindo aquele que te convidou e também a ele, te diga: Dá o lugar a este. Então irás, envergonhado, ocupar o último lugar."Na prática, o orgulho não nos leva a sermos mais reconhecidos e importantes no Reino de Deus, mas acontece exatamente o contrário: quando somos orgulhosos, somos cada vez menos importantes para o Reino de Deus, até ao ponto de sermos totalmente desqualificados.
Quem se considera muito importante como candidato a obreiro no Reino de Deus, facilmente pode ser degradado ao patamar de um jumento, o que pode ser ilustrado com muito acerto com o seguinte episódio: certa vez um seminarista, muito convencido e cheio de si, falou a um servo de Deus: "Deus precisa de mim. Quero servi-lO." O servo de Deus respondeu: "Jesus só falou uma vez que precisava de alguém – e esse alguém era um jumento" (comp. Mc 11.3).
Quem se considera muito importante como candidato a obreiro no Reino de Deus, facilmente pode ser degradado ao patamar de um jumento.
Muitas vezes o orgulho não produz uma ampliação nos horizontes, uma expansão no ministério para o Senhor, como os orgulhosos muitas vezes pensam e querem, mas exatamente o contrário: eles se tornam imprestáveis para o serviço cristão e se tornam pequenos no Reino de Deus. A Bíblia diz em 2 Coríntios 10.18:"Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e, sim, aquele a quem o Senhor louva."
Por Jesus ter se humilhado tanto na cruz,"...Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome" (Fp 2.9). E exatamente este mesmo princípio Jesus reafirmou em Lucas 14.11: "Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado."
5- Porque a humilhação vem, muitas vezes, por meio de outras pessoas
É disso que o Senhor fala em Lucas 14.8b-9: "...para não suceder que, havendo um convidado mais digno do que tu, vindo aquele que te convidou e também a ele, te diga: Dá o lugar a este. Então irás, envergonhado, ocupar o último lugar." Mesmo que o orgulho esteja relativamente escondido e se manifeste em segredo, um dia ele aparece e a humilhação se torna do conhecimento de todos. Meio que sorrateiramente, sem chamar muita atenção, alguns convidados se assentaram nos melhores lugares. Mas quando o anfitrião mandou que eles tomassem os lugares inferiores, todos ficaram sabendo.
É curioso observar que as pessoas orgulhosas são, muitas vezes, humilhadas exatamente por aquelas pessoas que elas queriam adular e agradar. No reino de Assuero, por exemplo, um certo Hamã gozava de todos os privilégios possíveis concedidos pelo rei (Et 3.1). Mas tão logo, através de Ester, sua esposa judia, Assuero ficou sabendo dos planos e das intenções orgulhosas de Hamã (ele queria enforcar o judeu Mardoqueu, por não o bajular, e queria mandar matar todos os judeus em um dia pré-determinado), iniciou-se a queda de Hamã de uma maneira que ninguém conseguiria deter: Hamã acabou enforcado juntamente com seus filhos (Et 7.10; 9.25).
6- Porque o orgulho produz insegurança
Muitas vezes as pessoas que têm uma tendência ao orgulho se mostram muito seguras de si, mas, na verdade, elas são movidas por uma estranha insegurança. Elas não estão firmes, não sabem qual o melhor caminho para si e não são confiáveis nas coisas espirituais. E isso acontece porque elas estão em um falso caminho, e porque no fundo de seu coração sabem que podem cair de onde se encontram: "Pois todo o que se exalta será humilhado..."
7- Porque só as pessoas humildes são íntimas do Senhor
Lucas 14.10 diz: "Pelo contrário, quando fores convidado, vai tomar o último lugar; para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, senta-te mais para cima. Ser-te-á isto uma honra diante de todos os mais convivas." No início dizíamos que os orgulhosos levam uma vida que passa longe da cruz de Cristo, até contrária ao Senhor, e que os humildes, ao contrário, têm uma vida com Cristo em seu centro; essas pessoas vivem da Sua Palavra e têm a mentalidade do Senhor. Por isso, na parábola que estamos tratando, só o convidado humilde é chamado de "amigo": "Amigo, senta-te mais para cima." O Senhor não disse: "Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando"(Jo 15.14)?!
Só os humildes têm suas fronteiras ampliadas, só os humildes são exaltados. Por quê? Porque eles têm a mesma mentalidade que o seu Mestre. Ele disse: "Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado" (Lc 14.11).

O caminho para a verdadeira humildade

Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro em meu coração está a tua lei.
Só através de muita oração, e não através do simples pedido: "Senhor, humilha-me!" é que chegamos à humildade; somente através de uma decisão consciente de nossa vontade, que se transforma em ação, é que chegamos à humildade verdadeira. Jesus Cristo humilhou-se a si mesmo, pois a Bíblia diz: "...a si mesmo se humilhou" (Fl 2.8). Ele disse: "...agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro em meu coração está a tua lei" (Sl 40.8).
Na nossa parábola, o Senhor mostra como se pratica a humildade:
– "...não procures o primeiro lugar..." (Lc 14.8);
– "...vai tomar o último lugar..." (v. 10);
– "... o que se humilha..." (v. 11).
É imprescindível assumir uma atitude como João Batista teve, quando disse, olhando para Jesus: "Convém que ele cresça e que eu diminua" (Jo 3.30). É por isso que João Batista era tão grande aos olhos de Deus. O Senhor testemunhou acerca dele: "Entre os nascidos de mulher, ninguém é maior do que João" (Lc 7.28). Por isso é tão necessário eleger diariamente o caminho da humildade e ficar nele: "Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte" (1 Pe 5.6). Amém. (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Nasce Um Rei!

Em Lucas 1.26-33 o evangelista relata: “No sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, para uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria. E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo. Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se a pensar no que significaria esta saudação. Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim”.
Cada um dos escritores dos quatro evangelhos colocou uma ênfase especial em seu livro, mesmo que todos eles proclamassem a mesma mensagem:
  • Mateus fala de Cristo, o Rei.
  • Marcos mostra Cristo, o Servo.
  • Lucas apresenta Cristo, o Homem.
  • João anuncia Cristo em Sua divindade.
Por isso, é tão interessante que justamente Lucas, o evangelista, que fala especialmente sobre Cristo, o Homem, se estenda sobre o nascimento do Rei: “ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim” (Lc 1.33).
O Evangelho do Rei, que é Mateus, menciona claramente que os magos do Oriente procuravam um rei: “Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém. E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo” (Mt 2.1-2).
Porém a menção direta, mais literal, ao Rei cujo reinado jamais teria fim não é encontrada em Mateus, mas justamente em Lucas, tão preocupado em mostrar Jesus como Homem.
Há mais uma passagem em um dos quatro evangelhos onde nosso Senhor é chamado de Rei. Está no Evangelho de João. No contexto da entrada triunfal de nosso Senhor em Jerusalém no Domingo de Ramos, João cita Zacarias 9.9: “Não temas, filha de Sião, eis que o teu Rei aí vem, montado em um filho de jumenta”(Jo 12.15). Essa é, sem dúvida, uma clara indicação da honra real que cabe a Jesus Cristo.

PENSAMOS NO REI OU NUM BEBÊ INDEFESO?

Quando você celebra o Natal e rememora o bebê na manjedoura, em quem você pensa? Certamente no Salvador, no Redentor, no Libertador. Aliás, a mensagem dos anjos aos pastores foi: “é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11). Então, é correto nos alegrarmos pela vinda de nosso Salvador, nosso Redentor, nosso Libertador e pela vinda de nosso Rei quando festejamos o Natal! Quando Ele veio como criança ao mundo em Belém naquela época, nascia um Rei! – um Rei acerca de quem está escrito: “ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim” (Lc 1.33). Muitas vezes é justamente esse aspecto que se perde no meio de todas as festividades natalinas. Não está errado lembrar do bebê na manjedoura, não é errado adorar o Salvador, mas essa criancinha é Rei, e como Rei Ele merece ser honrado e adorado!
No anúncio dos anjos aos pastores não faltou a reivindicação de que o recém-nascido era Rei. Pelo contrário! Os anjos falaram com todas as letras: “é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11). Além da afirmação “nasceu, na cidade de Davi, ...o Senhor”, que já alude claramente a domínio e reinado, a palavra “Cristo” igualmente indica honra de rei. O nome Cristo significa “Ungido”. Em Israel, os sacerdotes e reis eram empossados em seus cargos através de uma cerimônia solene de unção com azeite. Por isso, especialmente no início do tempo dos reis de Israel, a expressão “o ungido” era título de rei. O Senhor Jesus carrega esse título e tem direito a essa designação de cargo, o que significa que Ele é Rei e que veio ao mundo como Rei!

MATEUS E O REI

Mesmo quando lemos a história do Natal em Mateus, o Evangelho do Rei, nossos pensamentos facilmente se desviam da realidade de que Ele é soberano. Tomamos conhecimento de que os magos procuravam um rei. Mas esquecemos rapidamente a reivindicação do próprio Jesus de ser rei. Apressamo-nos a ir à estrebaria de Belém para admirar o Salvador. Mas os magos procuravam um Rei! Honraram um Rei! Eles “entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra” (Mt 2.11). Os pastores procuravam um bebê, seu Salvador, seu Libertador, e os magos procuravam uma criança que era rei – e ambos são parte integrante da história do Natal!
A mensagem de Lucas deveria nos tocar de uma forma totalmente nova e muito profunda. Repetindo: “ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim” (Lc 1.33). De fato, Ele veio para nós. Ele veio para nós como Salvador. Ele veio para nós como nosso grande Rei! Olhemos essa verdade um pouco mais de perto.

JESUS É REALMENTE NOSSO REI?

O texto diz explicitamente: “ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó...” (Lc 1.33). A casa de Jacó é o povo de Israel. Nós, cristãos, temos um comportamento curioso: costumamos tomar como obviamente destinadas a nós muitas coisas que são, em primeiro lugar, destinadas a Israel; a outras não! É lógico que Jesus veio como Rei – em primeiro lugar para Israel, mas Seu reinado tem um significado muito mais profundo do que ser o futuro Rei de Israel. Aliás, Sua reivindicação de ser Rei alcança até o Milênio, quando, no final, entregará o Reino a Seu Deus e Pai. Mesmo assim, Ele também é o seu e o meu Rei – muito pessoalmente. É exatamente a história do Natal que torna impossível dissociar nosso Salvador do nosso Rei.
Na mesma frase em que Lucas fala do Salvador, ele também menciona o Rei: “é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor”. Você consegue separar uma coisa da outra? “O Salvador é para mim, o Rei é para Israel”? Não, obviamente não! Isso é impossível! Ou o Salvador é também seu Rei –, ou seja, Aquele que reina sobre você – ou você não tem Salvador!
O Senhor Jesus tem o direito de reinar sobre nossa vida. Nesse sentido Ele é, de fato, nosso Rei e nosso Senhor. Ele mesmo diz: “Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando” (Jo 15.14). É Ele quem manda. Você percebe que nesse versículo encontramos os dois, o Rei e o Salvador? O Salvador diz: “vocês são meus amigos”. O Rei diz: “se fazeis o que eu vos mando”. Aceitar Jesus como Salvador pessoal sempre significa submeter-se à autoridade dEle como nosso Rei. Por essa razão, em Romanos 1.5, quando menciona seu apostolado, Paulo fala acerca da obediência por fé, que gostaria de ver crescer entre todos os gentios. A fé não é apenas um recurso da graça que nos permite chegar até o Salvador; fé sempre tem relação com obediência. Em Romanos 15.18, Paulo menciona que deseja conduzir os gentios à obediência em palavras e obras. Em Romanos 16.19 ele testemunha acerca dos romanos: “...a vossa obediência é conhecida por todos...”.
Na Segunda Carta aos Coríntios, Paulo fala acerca da obediência a Cristo: “levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2Co 10.5). Está claro? Você não recebeu apenas um Salvador, um Redentor e um Libertador quando Jesus nasceu em Belém, mas também passou a ter um Rei a quem você pertence de corpo e alma. Isso está bem evidente e bem nítido diante de seus olhos? Você consegue admitir Jesus como o Rei da sua vida?

AS REIVINDICAÇÕES SOBERANAS DE UM REI

Este será o direito do rei que houver de reinar sobre vós: ele tomará os vossos filhos e os empregará no serviço dos seus carros e como seus cavaleiros, para que corram adiante deles; e os porá uns por capitães de mil e capitães de cinqüenta; outros para lavrarem os seus campos e ceifarem as suas messes; e outros para fabricarem suas armas de guerra e o aparelhamento de seus carros. Tomará as vossas filhas para perfumistas, cozinheiras e padeiras. Tomará o melhor das vossas lavouras, e das vossas vinhas, e dos vossos olivais e o dará aos seus servidores. As vossas sementeiras e as vossas vinhas dizimará, para dar aos seus oficiais e aos seus servidores. Também tomará os vossos servos, e as vossas servas, e os vossos melhores jovens, e os vossos jumentos e os empregará no seu trabalho. Dizimará o vosso rebanho, e vós lhe sereis por servos” (1 Sm 8.11-17).
Essas palavras de Samuel foram ditas a Israel depois que esse povo expressou seu desejo de ter um rei. Eles queriam um rei terreno, um soberano normal que reinasse em Israel. Esses versículos descrevem os direitos do rei de impor seu domínio e fazer suas exigências ao povo. Por exemplo: “tomará vossos filhos... tomará as vossas filhas... tomará o melhor das vossas lavouras, e das vossas vinhas, e dos vossos olivais... tomará as vossas sementeiras e as vossas vinhas... tomará os vossos servos e as vossas servas, e os vossos melhores jovens, e os vossos jumentos... dizimará o vosso rebanho, e vós lhe sereis por servos”. Exigências duras e difíceis! Samuel havia alertado Israel seriamente: “Se vocês querem um rei, pensem bem. Não será fácil. Um rei terá o direito de exigir de vocês tudo o que quiser e tudo o que desejar. E vocês não poderão negar nada. Serão dele de corpo e alma!”.
Essas exigências ao povo eram o direito de um rei de Israel – ele tinha legitimidade para tomar, pedir e usar o que lhe aprazia. Isso, porém, não deve nos deixar com uma falsa sensação de despreocupação, como se não nos dissesse respeito. Não devemos pensar: “Ainda bem que as exigências de Jesus como Rei não são tão duras assim! Não preciso me preocupar com isso!”. Se pensamos dessa forma, estaremos no caminho do erro. Mesmo que Jesus não obrigue ninguém a segui-lO, Suas reivindicações são tão absolutas como aquelas dos reis de Israel. Isso significa que nós, quando tomamos posse de Sua obra de salvação, temos pairando sobre nossa vida Sua exigência: “Eu tomo...”. Ele, como Rei, toma para si o que quiser. E Ele quer nos possuir por completo. Ele quer todo o nosso coração, toda a nossa dedicação, todo o nosso amor, toda a nossa fidelidade. Ele exige fé absoluta, confiança plena e lealdade total. Ele quer o melhor do nosso tempo, Ele espera nosso fervor e nosso zelo, Ele espera uma consagração integral. Ele deseja empenho abnegado, trabalho diligente e, além de tudo isso, Ele quer ser o Senhor e dono dos nossos bens materiais. Ele é o Soberano!

UMA PERGUNTA PESSOAL

Você quer dar tudo isso ao seu Rei? Você quer servi-lO dessa forma? Você entrega tudo a Ele de boa vontade, declarando-Lhe: “Reine e domine sobre mim! Sou todo seu, de corpo e alma!”? Talvez você esteja precisando de um profundo avivamento em seu relacionamento com seu Rei. O povo de Israel teve de ouvir o profeta Oséias dizendo por três vezes (porque tinham aniquilado as reivindicações do Senhor Deus, seu Rei): “semeai para vós outros em justiça, ceifai segundo a minha misericórdia; arai o campo de pousio; porque é tempo de buscar ao Senhor, até que ele venha, e chova a justiça sobre vós” (Os 10.12). Isso está fazendo falta na sua vida? Você anela por chuva de justiça? Pela presença do Senhor?
Você percebeu uma falta de submissão ao seu Rei? Você notou que não pertence a Ele com todo o seu ser? Se a resposta é “sim”, então você precisa de um avivamento pessoal e de um profundo despertamento em seu coração. Na prática, o que é isso? Eclesiastes 3.3 diz que há um “tempo de derrubar e tempo de edificar”. Quando Deus concede um avivamento, quando Ele faz algo novo, a seqüência é esta: primeiro derrubar, depois edificar. Antes de qualquer renovação interior, muitas coisas precisam ser quebradas e derrubadas. Só depois da demolição pode ter início a reconstrução. E o que precisa ser derrubado? Aquilo que toma do Rei o Seu direito de propriedade! Acerca do rei Asa, que vivenciou um despertamento, lemos: “(Asa) aboliu os altares dos deuses estranhos e o culto nos altos, quebrou as colunas e cortou os postes-ídolos. Ordenou a Judá que buscasse ao Senhor, Deus de seus pais, e que observasse a lei e o mandamento. Também aboliu de todas as cidades de Judá o culto nos altos e os altares do incenso...”(2 Cr 14.2-5). Tudo de mau e pecaminoso que se acumulara no reino de Judá durante muitos anos foi derrubado por Asa. Tudo aquilo que fora trazido como entulho para dentro de seu reino ele mandou tirar, quebrar e destruir. Antes da faxina o avivamento era impossível.

SÓ ORAR NÃO BASTA

Muitas vezes oramos por avivamento, mas não faz sentido orar e clamar se cada um de nós, pessoalmente, não estiver disposto a destruir e derrubar coisas erradas em sua vida. Antes que a cidade de Jericó fosse conquistada, Josué disse aos israelitas: “Tão-somente guardai-vos das coisas condenadas, para que, tendo-as vós condenado, não as tomeis; e assim torneis maldito o arraial de Israel e o confundais” (Js 6.18). Apesar da proibição, um homem chamado Acã tomou das coisas condenadas e as escondeu num buraco na sua tenda. A conseqüência foi aquela que Josué anunciara: grande desgraça se abateu sobre Israel. O povo todo foi derrotado diante da cidade de Ai. Então Josué lançou-se ao chão e começou a orar, talvez como nunca orara em toda a sua vida: “Então, Josué rasgou as suas vestes e se prostrou em terra sobre o rosto perante a arca do Senhor até à tarde, ele e os anciãos de Israel; e deitaram pó sobre a cabeça. Disse Josué: Ah! Senhor Deus, por que fizeste este povo passar o Jordão, para nos entregares nas mãos dos amorreus, para nos fazeres perecer? Tomara nos contentáramos com ficarmos dalém do Jordão. Ah! Senhor, que direi? Pois Israel virou as costas diante dos seus inimigos! Ouvindo isto os cananeus e todos os moradores da terra nos cercarão e desarraigarão o nosso nome da terra; e, então, que farás ao teu grande nome?” (Js 7.6-9). Uma oração tocante! E o Senhor respondeu a esse clamor: “Então, disse o Senhor a Josué: Levanta-te! Por que estás prostrado assim sobre o rosto? Israel pecou, e violaram a minha aliança, aquilo que eu lhes ordenara, pois tomaram das coisas condenadas, e furtaram, e dissimularam, e até debaixo da sua bagagem o puseram. Pelo que os filhos de Israel não puderam resistir aos seus inimigos; viraram as costas diante deles, porquanto Israel se fizera condenado; já não serei convosco, se não eliminares do vosso meio a coisa roubada” (Js 7.10-12).
Que palavras sérias! Que palavras claras! O Senhor disse: “Não adianta, Josué! Não resolve você orar assim. Não adianta prostrar-se diante da minha face. Pare com isso! Esteja pronto a fazer o que precisa ser feito. Ou você toma a atitude que precisa ser tomada, ou não estarei mais com vocês”. Israel não encontraria a paz nem teria mais vitórias se não estivesse disposto a derrubar a fortaleza do mal que levantara em seu meio. Nessas circunstâncias não faria sentido o povo orar noite e dia. O que era imprescindível, o que era absolutamente necessário, era uma atitude forte e firme diante do mal.
Isso nos lembra das palavras chocantes de Jeremias 15.1: “Ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, meu coração não se inclinaria para este povo; lança-os de diante de mim; e saiam”. Ou Ezequiel 14.14, onde o Senhor diz: “Ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles, pela sua justiça, salvariam apenas a sua própria vida, diz o Senhor Deus”. Por que Deus usou de palavras tão duras? Porque Israel, naquele momento, queria receber coisas novas, mas não estava pronto a quebrar e destruir o que estava errado em seu meio.
O mesmo se dá com um avivamento pessoal, quando buscamos um novo despertar em nossa vida espiritual. Ele somente se tornará realidade quando cada um de nós estiver disposto a dar os passos que Deus ordena como pré-requisitos para um despertamento. As condições prévias precisam ser atendidas. O Novo Testamento nos conclama a isso. Por exemplo, Efésios 4.25 diz: “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros”. Outro exemplo de derrubar e destruir: “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria” (Cl 3.5). Ou ainda: “Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma” (Tg 1.21).
Muitos dizem que um cristão não pode mais cometer pecados graves. Mas se fosse assim, por que a Escritura fala disso? Por que ela nos alerta a despojar-nos de toda impureza e acúmulo de maldade? Em Efésios 4.25 Paulo fala dos “membros”, portanto, ele está falando de cristãos renascidos. Fato é que cristãos renascidos podem cometer qualquer pecado a qualquer momento. E por ser assim, e porque o pecado continua não-confessado, Cristo deixou de ser Rei na vida de muitos deles. Jesus não pode fazer valer Suas reivindicações soberanas na vida desse crente. Portanto, uma das condições básicas para experimentar uma renovação radical é começar a derrubar, tirar e limpar!

A PRESENÇA DE DEUS REVELA A SUJEIRA

Deveríamos nos expor por completo à luz do Todo-Poderoso. E essa exposição poderá causar um grande susto. Ao nos colocar diante de Deus, talvez nos surpreendamos com comportamentos e atitudes que nos pareciam bem normais e, agora, à luz do Senhor, nos causam profunda vergonha. Percebemos coisas que vínhamos tolerando sem perceber, coisas que havíamos esquecido. A luz divina expõe e revela a sujeira.
Você já passou pela experiência de ficar pasmo quando, na presença de Deus, percebeu seus pecados, suas falhas e sua profunda perdição? Essa é uma típica experiência cristã. E feliz do Filho de Deus que passa por ela de tempos em tempos!
Pensemos em Davi, um homem segundo o coração de Deus, que lamenta miseravelmente no Salmo 38.3-4,18: “Não há parte sã na minha carne, por causa da tua indignação; não há saúde nos meus ossos, por causa do meu pecado. Pois já se elevam acima de minha cabeça as minhas iniqüidades; como fardos pesados excedem as minhas forças. Confesso a minha iniqüidade; suporto tristeza por causa do meu pecado”. Na Bíblia de Scofield, esse salmo recebe o título “Arrependimento pelo pecado“. Pense em Jeremias, que só conseguia clamar diante da cidade de Jerusalém completamente destruída: “O jugo das minhas transgressões está atado pela sua mão; elas estão entretecidas, subiram sobre o meu pescoço, e ele abateu a minha força...” (Lm 1.14).
Tanto Davi como Jeremias não falavam dos pecados dos outros – muito menos referiam-se aos pecados de ímpios pagãos. Falavam dos seus próprios pecados e lamentavam por si mesmos, por sua própria maldade. Felizes os cristãos que passam por isso de vez em quando! Bem-aventurado aquele que quase sucumbe debaixo do peso dos seus pecados quando se apercebe de todo o mal que mora dentro dele! Mas para tanto temos de nos expor sem reservas à luz do Todo-Poderoso. Só assim veremos e reconheceremos nossos erros. E só assim começaremos a derrubar e destruir. E então um legítimo avivamento poderá ter início na nossa vida. Então poderemos nos alegrar no nosso Salvador e Rei Jesus! (Marcel Malgo - chamada.com.br)
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