domingo, 21 de junho de 2015

Magno Malta critica texto sobre maioridade penal

Senador Magno Malta
O senador Magno Malta (PR-ES) não está satisfeito com o texto aprovado esta semana na Câmara que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos em caso de crime hediondo. O parlamentar acredita que a proposta é uma forma de enganar a sociedade brasileira, pois é muito branda diante da gravidade do tema.
“Estão querendo enganar a sociedade, que anseia por medidas sérias. Minha proposta é, cometeu crime hediondo perca-se a maioridade para pagar pelo crime ponto, sem limite de idade”, disse.
Ou seja, não importa se o infrator tem 16, 15, 14 ou 12 anos, se ele cometer um crime hediondo, na visão de Magno Malta, ele tem que pagar por aquele crime. “Criança não confunde escopeta com chupeta”, afirma.
Mas apesar de não concordar com essa proposta, ele entende que já é um avanço para esta discussão no país.
“Só vejo um lado positivo na aprovação desta proposta aprovada pela comissão da Câmara: é o debate que está aflorando cada vez mais nas ruas e agora no Congresso nacional. Não estou mais falando sozinho só precisamos respeitar a população e apresentar o projeto de lei que não haja idade mínima nenhuma como limite para punição penal no caso de crimes hediondos”.
Outro tema comentado pelo parlamentar capixaba é que o menor infrator seja encaminhado para entidades onde possa ser ressocializado.
“Quem rouba relógio ou celular não deve ser colocado neste atual sistema com quem estuprou, assassinou, traficou. Para estas crianças, precisamos envolver família, mesma que seja família adotiva, para em um ambiente humanizado, com prática de esporte, promover a recuperação muito mais eficiente do que atualmente, com números de retorno que chegam aos 90%, comprovando que estes institutos lotados são escolas de criminosos”, disse.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

O Judeu Que Não Pode Ser Deus


“Reconheçam que o Senhor é o nosso Deus” (Sl 100.3, NVI). O próprio Jesus Cristo é o Senhor nosso Deus. Ele é o judeu que, na opinião de muitos, não pode ser Deus. Mas justamente Ele é Deus. Nós somos vasos escolhidos desse nosso Deus Jesus Cristo. Ele nos chamou. E por ser nosso Deus, detém todos os direitos sobre a nossa vida. Por isso, queremos entrar e seguir neste novo ano com Ele, nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo, esperando pela Sua volta.
Martin Buber declarou:
Desde jovem eu percebia Jesus como meu irmão mais velho. Que a cristandade o visse e ainda vê como Deus e Messias sempre me pareceu um fato da maior seriedade, que tento entender por causa dele e por mim mesmo (...) Meu próprio relacionamento aberto e fraternal com ele tornou-se cada vez mais forte e puro, e hoje eu o vejo com um olhar mais claro e mais profundo do que nunca. Estou mais convicto do que jamais estive, de que ele merece um lugar de destaque na História da fé judaica e que esse lugar não pode ser encaixado em nenhuma das categorias conhecidas.[1]
Martin Buber, Shalom Ben Chorin, David Flusser e Pinchas Lapide foram grandes eruditos religiosos e teólogos judeus. Podem ser descritos como construtores de pontes entre o judaísmo e o cristianismo, que se ocuparam intensamente com o judeu Jesus. Mas todos eles tinham uma coisa em comum: não podiam (ou não queriam?) admitir que Jesus é Deus. Buber O vê como homem, mas não como Deus. Para sermos exatos, ele vê Jesus Cristo numa fila de falsos messias – mais sublime que os outros, sim, porém, ainda não divino. Martin Buber expressou sua posição em relação a Jesus com muita clareza em um diálogo com Schalom Ben Chorin:
Dos personagens messiânicos da História judaica, desde Bar-Kochba até o infame mentiroso Jakob Frank, Jesus é o mais elevado, o mais grandioso – mas ele não é o Messias (...) Depois dele o mundo continuou sem salvação, e nós sentimos que essa falta de salvação penetra literalmente em nossos poros (...).[2]
Mas é justamente de Jesus que Israel precisa para ser salvo!

Uma experiência de viagem

Estávamos viajando por Israel com um grupo de cristãos. No lago de Genesaré o guia turístico falou dos muitos eventos que aconteceram às margens desse lago, lembrou dos milagres que Jesus fez, das mensagem que Ele proclamou, das Suas idas e vindas para essa região tão carregada de história. Mais tarde ele contou sobre a pesca milagrosa depois da ressurreição de Jesus, mencionando que foram apanhados exatos 153 peixes (Jo 21.11). O guia perguntou qual seria o significado da menção exata desse número. As respostas dos viajantes foram as mais variadas. Depois de um tempo, ele revelou que o valor numérico hebraico de 153 é “ANI ELOHIM”, que significa “EU SOU DEUS”.
M(40) I(10) H(5) O(6) L(30) E(1) I(10) N(50) A(1)
Lendo da direita para a esquerda = 153.
Depois de Jesus, ressuscitado, encontrá-lo pessoalmente, Tomé declarou: “Senhor meu e Deus meu!” (Jo 20.28). Devemos lembrar que Tomé fez essa confissão tendo como pano de fundo toda a sua concepção judaica de fé e de vida. Um judeu como ele jamais teria ousado chamar alguém de Deus – a não ser que esse alguém fosse Deus. Depois da grande pescaria, quando Jesus estava na praia e os discípulos não O reconheceram imediatamente, João disse a Pedro: “É o Senhor!” (Jo 21.7). A seqüência merece consideração:
• primeiro Tomé confessa: “Senhor meu e Deus meu!”.
• mais tarde, João admitiu: “É o Senhor!”
• e agora parece que o Senhor, por meio do milagre dos 153 peixes, sublinha essa verdade: “Eu sou o Senhor no sentido divino!”.
“Simão Pedro entrou no barco e arrastou a rede para a terra, cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes; e, não obstante serem tantos, a rede não se rompeu” (João 21.11).

Uma placa irritante

Quando Jesus foi crucificado, Pilatos“escreveu também um título e o colocou no cimo da cruz; o que estava escrito era:Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus” (Jo 19.19). Os judeus se queixaram, mas Pilatos não recuou e manteve a inscrição (v.21). Horst Krüger afirmou: “Jesus de Nazaré, o Rei dos judeus. Isso irritou muito os judeus; pois leram em sua própria língua: Yeshua HaNatzri WuMelech HaYehudim, abreviado como YHWH. No último livro da Bíblia, o Cordeiro é o Rei dos reis e Senhor dos senhores”.[3]
O produto final de todas revelações bíblicas sobre a salvação, inclusive através do significado do nome do Salvador, é que o mundo todo reconheça que Jesus é o verdadeiro Deus e que só essa fé traz salvação.

Um judeu reconhece a Jesus

O judeu messiânico Dr. Arnold Fruchtenbaum salienta a divindade de Jesus em seu artigo “A soberania do Messias” e fala da importância de crer nEle. Esse judeu, que crê em Jesus como seu Salvador pessoal e seu Messias, diz que “o Messias é o Senhor do Antigo Testamento”. Para Fruchtenbaum existem três razões para essa afirmação:
1. Assim como no Antigo Testamento Deus fala de si mesmo como o Eu Sou, Jesus aponta para si mesmo como sendo o Eu Sou (Jo 8.58; 18.4-6).
2. Muitas passagens do Antigo Testamento que falam de Yahweh (Javé) também se aplicam a Jesus no Novo Testamento.
Fruchtenbaum menciona o Salmo 102.13,26-28 relacionando-o com Hebreus 1.10-12, onde a passagem do Antigo Testamento é aplicada a Jesus:
Outro exemplo é Isaías 6.5, onde Deus é chamado de Yahweh (“Senhor” em português), e em João 12.41 essa passagem de Isaías é aplicada a Jesus. É evidente que o Yahweh do Antigo Testamento é muitas vezes o mesmo que o Jesus do Novo Testamento.
3. A designação Adon ou Adonai do Antigo Testamento também é adequada ao Jesus do Novo Testamento. Por exemplo, Deus é chamado de Adon ou Adonai em Deuteronômio 10.17, e, conforme 1 Timóteo 6.15, essa designação se aplica a Jesus Cristo. Conforme João 12.39-40, a passagem de Isaías 6.8-10 também se refere a Jesus. Isaías 53.1 fala igualmente de Jesus, fato confirmado em João 12.38. No Salmo 110.1 é usada a palavra Adonai, e no Novo Testamento é esse o tratamento recebido muitas vezes por Jesus (Mt 22.41-45; Mc 12.35-37; Lc 20.41-44; At 2.34-36; Hb 1.13). Assim, fica evidenciado que Jesus é o Senhor do Antigo Testamento.

Doze observações

Com base em doze observações, Fruchtenbaum explica porque o Messias também é “o Senhor do Novo Testamento”:

Yahweh

Deus se revelou a Moisés no Antigo Testamento, dizendo: “Eu Sou o Que Sou” (Êx 3.14). Assim, confirma Seu sacrossanto nome próprio “Eu Sou” ou Yahweh (YHWH) – que também significa “O eternamente existente”. Na Antiga Aliança o Deus das alianças israelitas se revela freqüentemente. – Quando as versões bíblicas grafam os termos “Senhor” ou “Deus” no Antigo Testamento em letras maiúsculas (versaletes), estão mencionando o nome próprio de Deus: Yahweh. Traduções antigas usavam Jeová para esse nome. Como no hebraico se usam apenas as consoantes de um nome (YHWH), para os tradutores não era claro quais as vogais a introduzir na palavra. Hoje sabe-se que a expressão correta é Yahweh (Javé) e não Jeová.
1. A palavra grega kyrios equivale aYHWH, Adon ou Adonai do Antigo Testamento. Kyrios se adequa a Jesus no Novo Testamento em todas as nuances do seu significado que podem ser encontradas no Antigo Testamento. É usado 747 vezes para Jesus.
2. Jesus é o Senhor de todos (At 10.36; Rm 10.12; Ef 4.4-5).
3. Ele é o Senhor da glória (1 Co 2.8).
4. Ele é o Senhor dos senhores (Ap 17.14; 19.16; 1 Tm 6.15).
5. Todos os anjos são subordinados a Ele, porque Ele é o Senhor (1 Pe 3.22).
6. Por ser o Senhor, Ele é o cabeça da humanidade (Rm 14.9; 1 Co 11.3).
7. Porque é Senhor, Ele também é o cabeça sobre tudo (Ef 1.21-22).
8. Por ser o Senhor, Ele também é o cabeça da Igreja (Ef 1.22-23; 5.23; Cl 1.18; 2.19).
9. Já que Ele é o Senhor, Ele é o Senhor do sábado (Mt 12.8; Mc 2.28).
10. Ele é o Senhor como Messias (Mc 1.3; Lc 2.11; 3.4).
11. Ele também é chamado de Deus, o Senhor (Lc 5.8; Jo 20.28).
12. Ele também é o Senhor dos que crêem (Jo 13.13; 2 Co 12.8; 4.5; Ef 6.9).
“Baseado no fato de que Ele é o Senhor do Antigo e do Novo Testamento”, Fruchtenbaum tira sete conclusões:
1. Jesus é o Criador. João 1.3 enfatiza que todas as coisas foram feitas por meio dEle.
2. Jesus é o Mantenedor da aliança. Ele garantirá o cumprimento de todas as alianças firmadas por Deus no Antigo Testamento.
3. Jesus existe por si só. Assim como Deus, o Pai, a existência de Jesus não depende de qualquer outro elemento.
4. Jesus é o Mestre. E se Ele é o nosso Mestre, significa que devemos obediência a Ele.
5. Jesus é o dono. Ele é o proprietário do mundo e da humanidade porque os criou. Mas de um modo especial Ele é o proprietário de todos aqueles que crêem, pois somos nova criatura nEle. Assim, Ele tem o direito de agir conosco segundo a Sua vontade.
6. Jesus é o Soberano. Ele é o dominador supremo, que pode fazer o que quiser.
7. Jesus é o centro de todas as coisas. Ele é o centro do Universo, da existência humana, da nossa fé e da nossa salvação.
Finalmente, Fruchtenbaum resume, sem deixar dúvidas:
1 Coríntios 12.3 confirma que ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor a não ser por meio do Espírito Santo. Não-salvos podem usar esse tratamento para Jesus no sentido de “Mestre”, mas nessa passagem “Senhor” também significa “Deus”. Quando a Bíblia diz que o descrente deve crer no Senhor Jesus, significa simplesmente que ele deve aceitá-lO como Deus-Homem e Messias, não como o mestre das pessoas. (...) Mais uma vez, fé que salva significa reconhecê-lO como Deus-Homem.[4]
A partir dessa perspectiva conseguimos entender muito bem a declaração de Joel no Antigo Testamento acerca de Deus e seu subseqüente cumprimento neotestamentário em Jesus: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor (Yahweh) será salvo; porque, no monte Sião e em Jerusalém, estarão os que forem salvos, como oSenhor (Yahweh) prometeu; e, entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor (Yahweh)chamar” (Jl 2.32). Reportando-se a essa passagem, Paulo explica em Romanos 10.9,13:“Se, com a tua boca confessares Jesus como Senhor (kyrios)... Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor (kyrios) será salvo”.

Citando Buber mais uma vez

Buber também diz:
Creio firmemente que a comunidade judaica, quando renascer espiritualmente, recepcionará a Jesus, não apenas como uma grande figura da sua história religiosa, mas num contexto vivo de um desenrolar messiânico milenar, que culminará com a salvação de Israel e do mundo. Mas eu também estou igualmente convicto de que jamais reconheceremos Jesus como o Messias que já veio, porque isso (...) contradiria a essência de nossa paixão messiânica (...). Na poderosa ligação que conduz nossa expectativa messiânica, que está amarrada a uma rocha no Sinai e se estende até uma estaca, ainda invisível, fincada nas bases do mundo, não há nenhum nó a interrompê-la (...) Para nós não existe uma causa chamada Jesus. Para nós só existe a causa divina.[5]

O erro de Buber

Nesse aspecto Buber está redondamente enganado. Quando Jesus voltar para salvar Israel, Ele virá como Aquele que já esteve aqui na terra e como Aquele que é Deus: “Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Ap 1.8). Nesse versículo é Jesus quem está falando (como o contexto evidencia; veja os versículos 11,13,17-18). Ele fala como Aquele que já esteve aqui, que voltará e como o Todo-Poderoso.
Apocalipse 19.11-16 descreve a volta gloriosa de Jesus. Em seu retorno Ele terá um nome que sobrepuja todos os outros nomes: “o Verbo de Deus” (v.13). O mesmo João que nos transmitiu o Apocalipse testemunhou: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... E o Verbo se fez carne” (Jo 1.1,14). João está testificando que
  • Jesus era o Verbo (a Palavra de Deus), e como tal veio ao mundo,
  • Ele voltará como a Palavra de Deus,
  • essa Palavra estava com Deus,
  • ela é o próprio Deus,
  • ela se fez carne.
Quem puder aceitar isso, aceite (veja Mt 19.12, NVI): um judeu é Deus!

Dados biográficos

• Martin Buber (1878-1965): Descendente de rabinos poloneses, além de filósofo e escritor, Martin Buber foi teólogo e líder político. Seu avô, Salomon Buber, foi líder do judaísmo liberal (ou modernizado) e autor de uma história dos judeus da Polônia.
Martin Buber ingressou no movimento sionista em 1898, sendo nomeado diretor do jornal sionista Welt [Mundo] em 1899.
Estudioso do hassidismo (corrente mística, nascida em meados do século 18 na Polônia e na Ucrânia, inspirada na Cabala), professor de filosofia da religião e ética judaica na Universidade de Frankfurt entre 1924 e 1933, Buber migrou para a [então] Palestina em 1938, fugindo da perseguição nazista. Lá, dedicou-se ao ensino na Universidade Hebraica, atuando nas áreas de filosofia social e de sociologia da religião.
Além do hassidismo, Buber foi influenciado pelo neokantismo, mas tornou-se famoso principalmente por seu existencialismo religioso. (Enciclopédia Mirador Internacional – Dicionário de Filosofia de Cambridge).
• Arnold Fruchtenbaum nasceu em 1943, na Sibéria (Rússia) depois que seu pai foi libertado de uma prisão comunista. Apesar de judeu, ele tinha sido falsamente acusado de ser um espião nazista, quando fugiu da Polônia por causa de Hitler. Em 1947, com a ajuda do movimento judaico clandestino, a família Fruchtenbaum escapou da Cortina de Ferro para a Alemanha, onde foi confinada em campos de refugiados britânicos. Lá, Arnold recebeu formação judaica ortodoxa de seu pai, até a família emigrar para Nova York em 1951. Antes de sua liberação, no entanto, a família conheceu um pastor luterano, e foi esse contato que levou Arnold e sua mãe para a sede da Junta Americana de Missões aos Judeus (JAMJ) em Nova York. Cinco anos depois, neste mesmo ministério, Arnold, aos 13 anos, chegou ao conhecimento salvador de Jesus, o Messias.
Seu pai se opôs fortemente à fé de Arnold, e quando a família mudou-se para Los Angeles em 1958, Arnold foi proibido de ler a Bíblia, de participar de reuniões cristãs ou de ter contato com grupos de judeus-cristãos. Nestas circunstâncias difíceis, Arnold continuou da melhor maneira que podia a manter contato com os crentes judeus e a caminhar com o Senhor. Após terminar o colegial, Arnold foi forçado por seu pai a sair de casa por causa de sua fé.
Em 1966, graduou-se em hebraico e grego. Então, mudou-se para Israel, onde estudou Arqueologia, História Antiga, Geografia Histórica e Hebraico no Instituto Americano de Estudos da Terra Santa e na Universidade Hebraica de Jerusalém. Durante este tempo, ele testemunhou a histórica Guerra dos Seis Dias, em 1967. Mais tarde, nesse ano, Arnold voltou para os EUA e iniciou estudos em Hebraico e Antigo Testamento no Seminário Teológico de Dallas, onde concluíu seu mestrado em Teologia. Tendo casado em 1968, ele e sua esposa foram para Israel, fixando-se em Jerusalém para trabalhar com a igreja local e para treinar jovens crentes israelenses para o serviço cristão. Suas atividades por Cristo atrairam muita atenção e a ira das autoridades religiosas de Jerusalém, que finalmente aplicaram pressão suficiente sobre os funcionários do governo para forçar os Fruchtenbaum a deixar Israel em 1973.
Nos dois anos seguintes, Arnold serviu como ministro e como editor da publicação mensal “O Povo Escolhido”, da JAMJ em sua sede em Nova Jersey. Em 1976, ele se juntou à equipe da Fundação do Cristão Judeu como diretor associado do maior ministério hebraico-cristão de radiodifusão do mundo.
Naquele verão, Arnold encontrou-se com outros envolvidos em missões judaicas para discutir o problema da falta de discipulado e da necessidade de treinamento bíblico e teológico intensivo para os crentes judeus. Os primeiros conceitos do Ministério Ariel nasceram naquele tempo. Em dezembro de 1977, depois de um ano e meio de oração e de muito incentivo de crentes judeus com os mesmos propósitos, esse ministério tornou-se uma realidade. Arnold continua a servir como diretor do Ministério Ariel e é muito requisitado como orador em conferências. Ele viaja freqüentemente pela Europa, a Israel e aos Estados Unidos, tornando-se intimamente familiarizado com o movimento messiânico em todas as suas formas e lutas. A conclusão de sua dissertação, “Israelologia: o Elo Perdido em Teologia Sistemática”, foi o ápice de treze anos de pesquisas. Por ela ganhou seu Ph.D. na Universidade de Nova York, em 1989. O Dr. Fruchtenbaum é autor de vários livros publicados e desenvolveu muitos estudos bíblicos de interesse tanto para os judeus como para os gentios. (Norbert Lieth - Chamada.com.br)

Notas:

  1. Martin Buber, Zwei Glaubensweisen (Gerlingen, 1994), p. 15.
  2. Schalom Ben-Chorin, Zwiesprache mit Martin Buber, p. 135-136.
  3. factum 3/2010, p. 45.
  4. Freundeskreis der Ariel Ministries, verão de 2010, p.4-6.
  5. Martin Buber, Pfade in Utopia (Heidelberg 1985), p. 378.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Os Fatos Sobre a Astrologia


O QUE A BÍBLIA FALA SOBRE A ASTROLOGIA?

A Bíblia ensina que a astrologia é não somente uma atividade inútil (sem valor), mas algo tão mau que sua simples presença indica que o juízo de Deus já ocorreu (Atos 7.42-43). Tanto como filosofia ou como prática, a astrologia rejeita a verdade relativa ao Deus vivo, e em seu lugar conduz as pessoas a objetos mortos, como os astros e planetas. Assim como a Bíblia ridiculariza os ídolos, também o faz com os astrólogos e suas práticas (Isaías 47.13).
Entretanto, isto não tem evitado que a maioria dos astrólogos declare que a Bíblia apóia favoravelmente a astrologia. Jeff Mayo, fundador da Escola Mayo de Astrologia, declara que "a Bíblia está cheia de referências astrológicas". Joseph Goodavage, autor de Astrology: The Space Age Science (Astrologia: A Ciência da Era Espacial) e Write Your Own Horoscope (Escreva Seu Próprio Horóscopo), declara que "a Bíblia está cheia da" filosofia da astrologia.[1]
Os astrólogos "justificam" tais afirmações da mesma maneira que muitas seitas citam a Bíblia como evidência de seus próprios ensinamentos falsos e anti-bíblicos. Eles distorcem as Escrituras até ensinarem algo contrário à Bíblia.[2] Qualquer passagem bíblica que refute tais ensinos é simplesmente ignorada, mal interpretada, ou eliminada. Pode-se provar que todo texto bíblico citado pelos astrólogos para provar que a Bíblia apóia a astrologia foi mal interpretado ou mal aplicado.[3] Assim como a água e o óleo não se misturam, a Bíblia e a astrologia são totalmente incompatíveis. Alguns não-cristãos também admitem que existe "um abismo ideológico permanente entre ambas as crenças".[4]
Historicamente o cristianismo tem-se oposto à astrologia por três razões bíblicas. Primeiro, a Bíblia explicitamente rejeita a astrologia como uma prática inútil (sem valor). Uma prova disso está em Isaías 47.13-14, onde Deus afirma: "Ja estás cansada com a multidão das tuas consultas! Levantem-se pois, agora os que dissecam os céus e fitam os astros, os que em cada lua nova te predizem o que há de vir sobre ti. Eis que serão como restolho, o fogo os queimará; não poderão livrar-se do poder das chamas; nenhuma brasa restará para se aquentarem, nem fogo para que diante dele se assentem." Aqui vemos que, em primeiro lugar, Deus condena o conselho dos astrólogos babilônicos. Em segundo lugar, Deus disse que suas predições baseadas no movimento dos astros não os salvariam do juízo divino que se aproximava. Finalmente, Deus disse que o conselho dos astrólogos não era inútil somente para os outros, mas que nem os salvaria a eles mesmos (Deuteronômio 4.19; 17.1-5; 18.9-11; 2 Reis 17.16; 23.5; Jeremias 8.2; 19.13; Ezequiel 8.16; Amós 5.26-27).
A segunda razão bíblica pela qual o cristianismo tem-se oposto à astrologia é porque Deus proíbe as práticas ocultas. Basicamente, a astrologia é uma adivinhação. Esta é definida pelo Webster’s New Collegiate Dictionary (1961) como "o ato ou prática de prever ou predizer atos futuros ou descobrir conhecimento oculto". No Webster’s New World Dictionary (1962), a astrologia é definida como "a arte ou prática de tentar predizer o futuro ou o conhecimento por meios ocultos". Por ser uma arte ocultista, Deus condena a adivinhação como mal e como uma abominação para Ele, dizendo que ela leva ao contato com maus espíritos chamados de demônios. (Deuteronômio 18.9-13; 1 Coríntios 10.20).
Finalmente, a Bíblia repudia a astrologia por levar as pessoas à terrível transferência de sua lealdade ao infinito Deus do Universo para as coisas que Ele criou. É como dar todo o crédito, honra e glória às magníficas obras de arte, esquecendo completamente o grande artista que as produziu. Nenhum astrólogo, vivo ou morto, daria às pinturas de Rembrandt ou Picasso o mérito que corresponde aos autores, mas eles o fazem rotineiramente com Deus. Entretanto, Deus é infinitamente mais digno de honra que os homens, pois é Ele quem fez "os céus e a terra" e em Suas mãos está a vida de todos os homens (Gênesis 1.1; Daniel 5.22-23).

O QUE TÊM PROVADO OS TESTES DE VALIDADE DOS SIGNOS ZODIACAIS (POR EXEMPLO, SE VOCÊ É DE PEIXES, ÁRIES OU LEÃO)?

A astrologia diz que o signo zodiacal de uma pessoa tem grande importância para determinar a totalidade de seu caráter. A análise de um pesquisador do conteúdo da literatura astrológica revela 2.375 adjetivos específicos para os doze signos zodiacais. Cada signo foi descrito por uns 200 adjetivos (por exemplo, "Leão" é forte, dominante, rude – um líder nato; "Touro" é indeciso, tímido, inseguro – não é líder). Nesse teste, mil pessoas foram examinadas segundo 33 variáveis, incluindo o atrativo físico, a capacidade de liderança, os traços de personalidade, as crenças sociais e religiosas, etc. A conclusão foi que este teste falhou em provar qualquer predição astrológica: "Todos os nossos resultados podem ser atribuídos ao acaso."[5]
Foi feito outro teste para descobrir se os planetas influem na compatibilidade do matrimônio, ou seja, se existe uma indicação significativa do número de casais que continuaram casados porque seus signos demonstraram ser "compatíveis"? E os que tinham um signo "incompatível" se divorciaram? O estudo foi feito com 2.978 casais que se casaram e 478 casais que se divorciaram em 1967 e 1968. Este teste demonstrou que os signos astrológicos não alteravam significativamente o resultado em qualquer desses grupos. Os nascidos sob signos "compatíveis" casaram e se divorciaram com a mesma freqüência do que os nascidos sob signos "incompatíveis".[6]
Os astrólogos alegam que os cientistas e os políticos são favorecidos por um ou outro signo zodiacal. Ou seja, que há uma suposta conexão entre o signo de uma pessoa e suas possibilidades de êxito numa determinada profissão. Ao investigar esse tema, John McGervy comparou a data de nascimento de 16.634 cientistas e 6.475 políticos e não encontrou correlação que substanciasse as afirmações dos astrólogos. Não pode haver dúvida de que a distribuição de signos nestas duas atividades foi tão aleatória quanto entre o público em geral.[7]
Concluindo, a evidência científica atual mostra que não é válida a afirmação dos astrólogos de que seu signo influi em sua vida.

CONCLUSÃO

Enquanto a "luz dos astros" tem trazido dúvida e divisão entre os próprios astrólogos, e incerteza e frustração para o povo que anda sem direção, JESUS, o Criador de todos os astros celestes e de todo o Universo, apresenta-se como a verdadeira Luz do Mundo e declara que aqueles que O seguirem não mais andarão em trevas; mas terão a luz da vida (João 8.12).
Aos que estão buscando direção para suas vidas, Jesus convida: "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei... e achareis descanso para a vossa alma" (Mateus 11.28-30).
Na Bíblia, a Palavra de Deus, encontramos revelações claras de que nossas vidas estão nas mãos de Deus. Davi revela-nos no Salmo 139 que Deus tudo conhece e que não podemos fugir da presença dEle em hipótese alguma. Daniel, o profeta, declara ao rei Belsazar: "...Deus, em cuja mão está a tua vida, e todos os teus caminhos..." (Daniel 5.23).
Nossas vidas e nossos caminhos estão nas mãos de Deus! Que consolo e descanso é sabermos que nossas vidas estão nas mãos desse Deus amoroso! Para os babilônios, todavia, que se deixavam guiar pelos astros, não foi assim, conforme lemos em Isaías 47.13-15.
Diante de nós está a escolha a ser feita: saber o que dizem os astros a meu respeito, ou saber qual a vontade de Deus para a minha vida. Convém recordarmos as palavras do apóstolo Paulo na sua Carta aos Romanos: "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (capítulo 12.2). (John Ankerberg e John Weldon - http://www.chamada.com.br)

NOTAS:

  1. Joseph F. Goodavage, Astrology: The Space Age Science (Nova Iorque: Signet, 1967), p. XI.
  2. Para ilustrações veja James Sire, Scripture Twisting (Downers Grove, IL: InterVarsity, 1982).
  3. James Bjornstad e Shildes Johnson, Stars Signs and Salvation in the Age of Aquarius(Minneapolis, MN: Bethany, 1971), pp. 36-90.
  4. Gallant, op. cit., p. 111.
  5. Ralph Bastedo, "An Empirical Test of Popular Astrology", The Skeptical Inquirer, Vol 3, nº 1, p. 34.
  6. Kurtz e Fraknoi, "Tests of Astrology Do Not Support Its Claims", The Skeptical Inquirer, Vol. 9, nº 3, p. 211.
  7. John McGervey, "A Statistical Test of Sun-sign Astrology", The Zetetic, Vol. 1, nº 2, p. 53.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Existe Vida Extraterrena Inteligente?

Dave Hunt

Muitas mentiras enganosas são semeadas na mente da juventude de hoje através das escolas, dos livros, dos filmes e da televisão. São muitos os enganos populares que negam a Deus e o Evangelho de Jesus Cristo. Dois deles são sustentados mundialmente: 1) a evolução (ensinada como fato nas escolas públicas); e sua corolária, 2) a existência de vida inteligente em outros planetas. Se a vida evoluiu na Terra por acaso, então por que não em outros lugares? A possibilidade de algum outro ser possuir ciência e tecnologia mais avançadas que as nossas é extremamente empolgante para a humanidade: nós não estaríamos sozinhos no Universo!
Robert Jastrow, fundador e por muitos anos diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais (que exerceu um papel-chave nos projetos das sondas espaciais Pioneer, Voyager e Galileu), sugeriu que a vida teria se desenvolvido em alguns planetas 10 bilhões de anos antes de acontecer aqui na Terra. Esses seres poderiam estar além do homem na escala evolucionária – assim como o homem se encontra à frente dos vermes – e apareceriam como deuses para nós quando os encontrássemos: um pensamento emocionante mas também aterrorizante.
Várias nações investiram pesado no envio de sinais de rádio ao espaço e na captação de algum retorno dos mesmos.
Sérios esforços internacionais têm estado em funcionamento durante os últimos anos visando contatos com inteligências extraterrestres (IETs). Nos Estados Unidos, o programa foi chamado de Busca de Inteligência Extraterrestre (Search for Extraterrestrial Intelligence – SETI). Várias nações investiram pesado no envio de sinais de rádio ao espaço e na captação de algum retorno dos mesmos. A sonda espacial Voyager, que já deixou nosso sistema solar para se aprofundar mais no espaço, carrega a seguinte mensagem num disco de ouro fixado no seu exterior, pois esperava-se que alguma vida amiga o encontrasse e fizesse contato com a Terra em resposta:
Nós lançamos esta mensagem no Cosmo... isto é um presente de um pequeno, distante mundo... Esperamos que algum dia tenham resolvido os problemas que enfrentamos, para reunir uma comunidade de civilizações galácticas. (Assinado) Jimmy Carter, presidente dos Estados Unidos da América, 16 de junho de 1977.
Crê-se popularmente que seres de outros planetas já teriam visitado a Terra por algum tempo em naves espaciais cuja composição e propulsão nossos cientistas não podem explicar. Essas naves foram batizadas de Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs). Milhares de aparições são reportadas anualmente no mundo inteiro, a maioria das quais tendo alguma explicação terrestre. Isso ainda deixa numerosas aparições que, sob cuidadosa investigação, parecem indicar que alguma coisa "não deste planeta" está nos visitando, por razões desconhecidas.
Tem havido várias investigações governamentais dos OVNIs. Os resultados permanecem em segredo. De acordo com os arquivos liberados conforme a Lei de Liberdade de Informação, o FBI foi envolvido na procura por evidências em supostos locais de acidentes com OVNIs. Numa carta datada de 27 de setembro de 1947, entretanto, o diretor do FBI, J. Edgar Hoover, escreveu para o Ministro da Aeronáutica, George C. McDonald, que estava orientando o órgão governamental a "suspender toda a atividade de investigação relativa às aparições reportadas acerca de disco voadores", e que as dúvidas fossem apresentadas à Força Aérea.(1) Contudo, o FBI continuou envolvido no processo. Considere o memorando interno do FBI, datado de 2 de outubro de 1962, de W. R. Wannall para W. C. Sullivan: "Aparentemente não se faz necessário dar instruções adicionais... relativas a discos voadores. Esta matéria será novamente revisada por volta de 3 de outubro de 1963."(2)
Arquivos do FBI, dos quais tenho cópias, incluem numerosas reportagens sobre misteriosos objetos voadores, vistos por observadores competentes, incluindo pilotos da Força Aérea e pessoal do FBI. A grande velocidade dos objetos, a ausência dos meios de propulsão conhecidos na Terra, e manobras impossíveis para naves terrestres indicam origem extraterrestre. Os relatos quase sempre incluem observações sobre marcas deixadas por um objeto pesado, bem como áreas queimadas e radioativas onde os OVNIs supostamente teriam aterrissado. Um memorando do Diretor Executivo da CIA (cuja data foi apagada) para o Diretor da Central de Inteligência afirma:
Relatos de incidentes nos convencem de que algo está acontecendo e precisa de atenção imediata. Os detalhes de alguns desses incidentes têm sido discutidos pelo AD/SI com DDCI. Aparições de objetos inexplicáveis a grandes altitudes e viajando a grandes velocidades nas proximidades de uma importante instalação americana de defesa são de tal natureza que não são atribuíveis a fenômenos naturais ou a tipos conhecidos de veículos aéreos.(3)

CONTRADIÇÕES: FATOS X PESQUISADORES

Alguma possibilidade de que vida inteligente tenha evoluído por acaso na Terra ou em qualquer outro lugar pode ser rapidamente descartada. O eminente astrônomo britânico Sir Fred Hoyle salienta que "mesmo se o Universo tivesse consistido, a princípio, de um caldo orgânico" do qual a vida seja feita, a chance da produção das enzimas básicas da vida pelo acaso, sem um norteamento inteligente, pode ser aproximadamente de uma em 10 seguido de 40.000 zeros. A impossibilidade desse número pode ser vista na seguinte ilustração. A probabilidade de se "estender a mão" ao acaso e apanhar umátomo específico do Universo seria de cerca de 1 em 10 seguido de 80 zeros. Se cada átomo deste Universo se tornasse num outro Universo, a chance de "estender a mão" a esmo e pegar um átomo desses universos seria de cerca de 1 em 10 seguido de 160 zeros.
Então Hoyle explica por que essa teoria completamente impossível ainda é respeitada, e acusa os evolucionistas de interesse-próprio, pressão injusta, e desonestidade:
Essa (impossibilidade matemática) é bem conhecida dos geneticistas e ainda assim ninguém parece dar um basta final à teoria... por causa do seu peso sobre o sistema educacional... ou você crê nos conceitos ou será visto como herege.(4)
Em Chance and Necessity (Acaso e Necessidade), o biólogo molecular Jacques Monod forneceu uma dúzia ou mais de razões pelas quais a evolução não pode ter ocorrido. A característica essencial do DNA, por exemplo, é a perfeita réplica dele mesmo. A evolução só poderia ocorrer diante de uma falha no DNA, e é absurdo imaginar que uma única célula tenha evoluído, muito menos o cérebro humano, por uma série de falhas prejudiciais no DNA. E, ainda assim, após ter apresentado várias razões pelas quais a vida não poderia ter surgido por acaso, Monod concluiu que ela tem que ter surgido por acaso.
Monod não possui uma razão válida para sua "fé". Ele simplesmente rejeita aceitar a criação divina. O paleontologista do Museu Britânico de História Natural, Colin Patterson, declara:
Evolucionistas, assim como os criacionistas... nada mais são do que pessoas que crêem. Eu tenho trabalhado nesta questão (evolucionismo) por mais de vinte anos, e não havia qualquer coisa que eu soubesse a esse respeito. É chocante descobrir que alguém pode ser enganado por tanto tempo."(5)

ONDE FICA O CRISTIANISMO?

"por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte" – Rm 5.12
Uma fé transigente está ficando comum na igreja: Deus teria permitido que a evolução acontecesse, aí Ele teria transformado a criatura, semelhante a um primata, em Adão. Mas a Bíblia diz que no momento em que Deus soprou vida no molde que Ele formara do pó, esse molde era um homem, Adão (Gn 2.7). Assim, Ele não poderia tê-lo transformado de alguma coisa que já estivesse viva. Além disso, a morte não invadiu a Terra até que Adão pecasse ("por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte" – Rm 5.12), e, assim sendo, as espécies anteriores não poderiam ter passado pelo suposto processo de morte para "evoluírem de forma mais elevada".(6)
Poderia Deus ter criado vida inteligente em outros planetas? Sim, mas a Bíblia declara que exclusivamente a Terra tem vida física inteligente. Foi para esta Terra que Satanás veio difundir sua rebelião; e a esta Terra Cristo veio para morrer pelo pecado do homem. A batalha entre Deus e Satanás pelo Universo está centralizada aqui. O sacrifício de Cristo na cruz purificou do pecado o Universo inteiro e as próprias coisas celestiais (Hb 9.23):
"...de fazer convergir nele [Cristo]... todas as cousas, tanto as do céu como as da terra" (Ef 1.7,10).
"Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra..." (Fl 2.10).
"...havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as cousas, quer sobre a terra, quer nos céus" (Cl 1.20).
"...toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra... dizendo: Àquele que está sentado no trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos" (Ap 5.9,13).
"Quando, porém, todas as cousas lhe (a Cristo) estiverem sujeitas... para que Deus seja tudo em todos" (1 Co 15.28).
As afirmações acima contrastam com a crença dos mórmons em trilhões de deuses, e trilhões de Cristos que morreram em trilhões de planetas além do nosso. Isso vai contra as Escrituras que dizem que a única reconciliação entre Deus e o Universo inteiro é o próprio Cristo de uma vez por todas sacrificado na cruz – um sacrifício que não se repetiu em nenhum outro planeta:
"...pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção... ao se cumprirem os tempos, (Cristo) se manifestou uma vez por todas, para aniquilar pelo sacrifício de si mesmo o pecado... Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus... Porque com uma únicaoferta aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados... Já não há oferta pelo pecado" (Hb 9.12,26,10.12,14,18).
Um ser inteligente com poder de escolha poderia pecar. Deus não precisa experimentar ("O homem pecou, mas deixe-me tentar em outro planeta...", etc.). Conseqüentemente, existiriam outros pecadores espalhados pelo Universo; Deus os teria colocado lá intencionalmente. Mas por quê? Certamente é suficiente um planeta de rebeldes!
Os pecadores precisam de redenção, e a redenção foi provida para o Universo inteiro através do sacrifício de Cristo neste planeta. Nós, habitantes da Terra, temos o relato de testemunhas oculares, evidências arqueológicas, evidências históricas e profecias cumpridas. Tais provas não podem ser avaliadas por seres de distantes planetas que teriam que acreditar num Cristo que morreu neste planeta.
Além do mais, para Cristo nos redimir, ele teve que se tornar um de nós, um homem que morreu em nosso lugar. Para redimir seres de outros planetas, Ele teria de se tornar um deles também. Mas a Bíblia diz que Cristo é o Deus-homem para sempre; e Ele morreu só uma vez, e isto foi aqui na Terra. E sobre a Terra Satanás tentará estabelecer seu falso reino, utilizando-se de um homem, o anticristo. Para esse fim, Satanás pode usar os OVNIs e a crença em IETs para estabelecer seu falso cristo. É interessante que Robert Jastrow sugere que a vida após a morte...
...talvez esteja muito além da forma de carne-e-sangue que reconheceríamos. Talvez possa (ter)... conseguido escapar de sua carne mortal para se tornar algo fora de moda que as pessoas chamariam de espíritos. Então como é que sabemos que está aqui? Quem sabe possa materializar-se e aí desmaterializar-se. Tenho certeza de que eles possuem poderes mágicos pelos nossos padrões...(7)

O PALCO PARA A "OPERAÇÃO DO ERRO"

Não só médiums espíritas e parapsicólogos, mas agora cientistas, que rejeitaram a Deus, estão tentando contato com "seres espirituais".
Que grande idéia Satanás pode utilizar para colocar o anticristo no poder! Quem precisa de Deus se as IETs têm poderes mágicos?! Não só médiums espíritas e parapsicólogos, mas agora cientistas, que rejeitaram a Deus, estão tentando contato com "seres espirituais" que eles acreditam ser entidades altamente evoluídas, com conhecimento e poderes maiores aos dos humanos. Certamente, se contatos fossem feitos com as "amigáveis" IETs, os líderes da Terra gostariam de se "beneficiar" com seus conselhos e ajuda. O presidente sírio Hafez Assad, muito fascinado por OVNIs, acredita que "só os poderes extraterrestres poderiam trazer paz entre as superpotências"(8).
Mas não existem IETs. A única vida inteligente além da que há na Terra é toda espiritual: Deus, anjos, Satanás e demônios. Satanás e seus servos são hábeis em invadir o reino físico. Satanás colocou chagas em Jó, causou um "vento arrasador" de destruição em sua casa matando seus filhos, os caldeus e sabeus roubaram a ele e a seus servos, e em cada caso uma pessoa ficou viva para trazer as notícias a Jó. Satanás levou Cristo ao topo do monte e ao pináculo do templo. Janes e Jambres (2 Tm 3.8) foram hábeis para imitar, pelo poder de Satanás, alguns milagres de Arão e Moisés, feitos pelo poder de Deus.
Que limites podem haver nos "poderes, sinais e prodígios da mentira" satânicos nós não sabemos: Satanás levará o mundo todo a adorar o anticristo como "Deus" (Ap 13.8). O fato é que a humanidade está agora aberta para o contato e para receber opiniões e ajudas de demônios que estão se manifestando como OVNIs e disfarçando-se como IETs, o que ajuda a preparar o palco para a "operação do erro" (2 Ts 2.11).
Foi aqui na Terra que Cristo derrotou Satanás na cruz, e é aqui para a Terra que Cristo retornará a fim de destruir Satanás. É na Terra que Cristo vai reinar por 1000 anos; é para a nova Terra que a Jerusalém celestial descerá (Ap 21.1-2), e dela Cristo reinará sobre o novo Universo por toda a eternidade. Não existe nenhuma outra civilização planetária.
As hábeis mentiras de Satanás têm um único propósito: desviar o homem da verdade de Deus que por si só o libertará do pecado e do eu (Jo 8.31-32). Nós, crentes em nosso senhor Jesus Cristo, precisamos ter uma resposta bíblica para nossos queridos, de forma a libertá-los das sedutoras mentiras satânicas, onde quer que elas estejam. Sejamos bereanos. Conheçamos as Escrituras. Declaremos a verdade de Deus com ousadia e vivamo-la de forma consistente. (Dave Hunt – TBC 4/95 – Chamada.com.br)

NOTAS

  1. Cópia de carta arquivada.
  2. Cópia de memorando arquivada.
  3. Cópia de memorando arquivada.
  4. De uma entrevista do correspondente da AP George Cornwall, citada de Times-Advocate, Escondido, CA (EUA), 10/12/1982, pp A10-11.
  5. Harpers, fevereiro de 1985, pp. 49-50.
  6. Douglas Dewar e L. M. Davies, "Science and the BBC", The Nineteenth Century and After, abril de 1943, p. 167.
  7. GEO, fevereiro de 1982, "GeoConversation", uma entrevista com o Dr. Robert Jastrow, p. 14.
  8. Entrevista na revista Time, 20 de outubro de 1986, pp. 56-57.
Dave Hunt (1926-2013) — Devido a suas profundas pesquisas e sua experiência em áreas como profecias, misticismo oriental, fenômenos psíquicos, seitas e ocultismo, realizou muitas conferências nos EUA e em outros países. Também foi entrevistado freqüentemente no rádio e na televisão. Começou a escrever em tempo integral após trabalhar por 20 anos como consultor em Administração e na direção de várias empresas. Dave Hunt escreveu mais de 20 livros, que foram traduzidos para dezenas de idiomas, com impressão total acima dos 4.000.000 de exemplares.

Fonte: www.chamada.com.br

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Batalhando Pela Fé Nos Últimos Dias


Por mais que se tente enfatizar, não é possível supervalorizar a importância da profecia do Sermão do Monte das Oliveiras. Além de ter sido o próprio Senhor Jesus que a transmitiu, o fato de ela ter sido mencionada detalhadamente nos três primeiros Evangelhos e não no Evangelho do apóstolo João é digno de nota. Os discípulos que insistiram para que o Senhor respondesse suas duas perguntas já haviam sido levados para o céu pelo menos cinqüenta anos antes que João escrevesse o Evangelho que leva seu nome. Eles perguntaram: “Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século” (Mt 24.3). Jesus, que conhece o final desde o início, respondeu:“Aprendei, pois, a parábola da figueira” (Mt 24.32). Sobre isto já apontei, com base em três profetas do Antigo Testamento, que “a figueira”, quando usada simbolicamente, significa a nação de Israel. Obviamente, então, o sinal da volta do Senhor para arrebatar Sua igreja seria o ajuntamento de Israel de todas as partes do mundo para sua Terra Santa, terra que lhe foi divinamente designada. A pergunta foi respondida.
Isso não seria um acontecimento único, como alguns pensaram que seria quando da Primeira Guerra Mundial, mas um processo de acontecimentos que levaram àquela guerra e a outras guerras subseqüentes, inclusive o reconhecimento de Israel pelo mundo como uma nação soberana em 1948, e até ao dia de hoje, mesmo em “tempos difíceis”. Na verdade, o gráfico de profecias em que posso confiar mais intensamente, dentre o arsenal de gráficos bíblicos sobre eventos futuros que tenho, baseia-se no Sermão do Monte das Oliveiras, o qual considero o esboço de profecias mais importante de toda a Escritura. A própria existência de Israel nos tempos atuais já é um milagre notável. Que eles tenham sobrevivido ao incrível ódio dos muçulmanos radicais simplesmente por causa de sua presença e que tenham sido livrados de inimigos tão poderosos, que tentaram destruí-los pelo menos por cinco vezes, são verdadeiramente outros milagres.
A própria existência de Israel nos tempos atuais já é um milagre notável.
O que quero analisar aqui é a fantástica admoestação que Jesus fez aos discípulos e a nós na introdução dessa maravilhosa profecia sobre os Últimos Dias. “Vede que ninguém vos engane. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos”. De fato, Jesus não foi o único que advertiu que o engano satânico surgiria próximo da época em que Ele deveria retornar. Alguns, nos primeiros tempos do cristianismo, eram ativos em enganar os outros – os discípulos Pedro e Paulo, em várias ocasiões, João e também Judas, em seu pequeno livro, fizeram as mesmas advertências. Pois, como Pedro e Tiago disseram, “o diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar”. Fica claro, através da Bíblia, que Satanás está ativo no engano; isto é, o que ele faz é enganar as pessoas sobre quem foi Jesus Cristo e sobre o que Ele fez, e tal engano irá aumentar nos tempos do fim, sendo um dos sinais do Final dos Tempos.
Foi Judas, o servo de Jesus Cristo [por amor] e irmão de Tiago, o que significa que ele era meio-irmão do Senhor Jesus, quem disse aos cristãos de todos os tempos e especialmente para aqueles que estivessem vivendo nos últimos dias:
Amados, quando empregava toda diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes diligentemente pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. Pois, certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus, e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo. Quero, pois, lembrar-vos, embora já estejais cientes de tudo de uma vez por todas, que o Senhor, tendo libertado um povo tirando-o da terra do Egito, destruiu, depois, os que não creram” (Jd 3-5).
Não devemos nos tornar litigiosos na fé, mas devemos batalhar pela fé
Este, que se autodenominou “servo de Jesus Cristo” [por amor], cheio do Espírito Santo, enviou uma mensagem especial aos cristãos de todas as épocas, mas particularmente a nós, que temos todos os motivos, baseados na profecia bíblica, para crer que podemos ser o povo que está vivendo imediatamente antes dos Últimos Dias. Podemos tomar essa admoestação para nossa geração de cristãos: “Senti-me obrigado a exortar-vos a batalhardes diligentemente pela fé”. Este é o objetivo que deveríamos ter nestes dias: batalharmos pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. O Dr. Ironsides, da renomada Igreja Moody em Chicago, costumava dizer: “Não devemos nos tornar litigiosos na fé, mas devemos batalhar pela fé”.
Você acredita que essa exortação foi dada antes do final do primeiro século do cristianismo? Minha leitura sobre a história da igreja primitiva revela que Satanás havia começado, mesmo antes da morte do apóstolo João, com mais de 90 anos de idade, a heresia pagã do gnosticismo, que ensina que Jesus não era um homem no sentido literal da palavra. “Ele era um homem-espírito”. No livro que escrevi juntamente com Jerry Jenkins,John’s Story: The Last Eye Witness [A História de João: A Última Testemunha Ocular], contamos a verdadeira história de João e um de seus jovens alunos. Eles ouviram a voz, em alto som, de um pregador de rua gnóstico do século I anunciando na praça da cidade que Jesus de Nazaré não havia feito os milagres que Seus discípulos falavam que Ele tinha realizado, nem havia restaurado a vista aos cegos, nem ressuscitado mortos. Isto encheu de ira o idoso apóstolo de tal maneira que ele enfrentou esse servo de Satanás, gritando para ele na praça e dizendo que ele estava errado. João, o apóstolo, estava lá e viu Jesus curar leprosos, ressuscitar mortos, e ele, pessoalmente, viu Sua sepultura vazia no terceiro dia após ter morrido pelos pecados do mundo. João também viu-O, durante Seus últimos quarenta dias na terra, com outras testemunhas, pelo menos dez vezes. Na verdade, o idoso João comeu peixe na praia do mar da Galiléia, quando Jesus milagrosamente encontrou peixe onde os discípulos haviam pescado a noite toda e não tinham apanhado nenhum.
Então, quando Policarpo, Inácio e outros dos seguidores dos apóstolos, que Deus estava levantando para continuarem o testemunho da ressurreição de Jesus, confrontaram João com o fato de que ele era a “última testemunha ocular” da vida sobrenatural de Jesus, que provava que Ele havia cumprido todas as profecias messiânicas sobre o Salvador, ele estava pronto a aceitar o desafio. É por isso que encontramos no Evangelho de João sete dos mais incríveis milagres que Jesus realizou em seus três anos e meio de ministério, desde transformar a água em vinho até ressuscitar mortos. Como se sabe, ninguém consegue ressuscitar mortos a não ser Deus!
Então, o que temos em nosso texto de Judas é que os cristãos de todas as eras – e particularmente aqueles que estiverem vivendo quando Israel estiver sendo trazido de volta àquela nação para sempre – são divinamente inspirados e desafiados a “batalhar pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos”. (Tim LaHaye — Pre-Trib Perspectives— Chamada.com.br)